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Ministra Cármen Lúcia recebe bióloga cearense que a homenageou

O encontro ocorreu em São Paulo, durante gravação do programa Conversa com Bial

14:17 | 03/05/2017
Na imagem, a bióloga Rayane Ribeiro entrega quadro e abraça a ministra Cármen Lúcia, do STF
Na imagem, a bióloga Rayane Ribeiro entrega quadro e abraça a ministra Cármen Lúcia, do STF

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A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), encontrou a bióloga cearense Rayane Ribeiro, que a homenageou ao batizar uma planta rara com o nome da magistrada. As duas se encontraram nos bastidores da Rede Globo de Televisão, em São Paulo, após as gravações do programa Conversa com Bial. A atração estreou nesta terça-feira, 2, com a participação da ministra. 

"A ministra perguntou quando ela iria ganhar uma árvore com o nome dela”, conta a pesquisadora em tom de gracejo. A brincadeira da magistrada tem explicação. 

A planta Phyllanthus carmenluciae trata-se de uma erva de pequeno porte, com caule pequeno e marcada pela frágil estrutura.A espécie guarda semelhanças com a erva quebra-pedra, usada no tratamento fitoterápico de pedra nos rins. 

À bióloga, a ministra também perguntou, continuando a graça, se um dos seus sobrenomes (Rocha) teria motivado a ligação entre ela e a planta parecida com a quebra-pedra.

"Ela me pareceu bem feliz com a homenagem. Eu expliquei como foi a descoberta da espécie e depois ela autografou uns livros que levei", narra Rayane, que conclui doutorado em Botânica na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). 

A ministra foi presenteada ainda com um quadro com a representação da planta e com uma cópia do artigo publicado na revista científicaP, da Nova Zelândia, que certifica a descoberta da cearense. O POVO foi o primeiro veículo de comunicação a entrevistar pesquisadora após a descoberta.

Essa não é a primeira vez que as duas se encontram. Em abril do ano passado, Rayane participou do Congresso Internacional de Direito Constitucional que ocorreu no Centro de Eventos do Ceará. 

Descoberta

A espécie descrita por Rayane Ribeiro estava na Universidade Federal do Ceará (UFC) identificada como sendo de outra planta do gênero Phyllanthus. Durante a pesquisa, Rayane percebeu diferenças na planta. 

A erva é considerada rara porque até hoje só foi localizada uma única vez no município de Mulungu, na Serra de Baturité.

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