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Feirantes e guardas municipais entram em confronto na José Avelino

O conflito ocorreu um dia após a Justiça conceder liminar para impedir a remoção dos ambulantes

18:22 | 14/05/2017
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Em meio ao clima de incerteza sobre a continuidade da feira da José Avelino, feirantes e guardas municipais entraram em confronto no fim da tarde deste domingo, 14. O conflito ocorre um dia após o desembargador Durval Aires Filho conceder liminar impedindo que a Prefeitura encerrasse as atividades do comércio popular na via até que fosse fornecido uma solução "amigável", evitando confronto "desnecessários".

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Os feirantes atearam fogo em galhos, bloqueando a avenida Alberto Nepomuceno, na altura da José Avelino. Os ambulantes teriam iniciado o protesto após o bloqueio da Prefeitura de vias de acesso da feira. A Guarda Municipal agiu para reestabelecer a ordem, segundo o comandante do Grupo de Operações Especiais da Guarda Municipal (GOE), o inspetor Luís Valdecy. Os manifestantes afirmam que os agentes utilizaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Uma criança foi atingida pelo gás.


Após um primeiro momento de conflito, a Guarda Municipal recuou, mas os feirantes continuaram ocupando e bloqueando a via com galhos, onde permanecem. Uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi enviada ao local para reforçar o policiamento.
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O POVO Online chegou a entrar em contato com uma fonte da Guarda Municipal antes do início do confronto, e havia informações desencontradas sobre a queda da liminar concedida pela Justiça. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Fortaleza informou que não tinha conhecimento sobre a derrubada da decisão do desembargador Durval Aires Filho.


Diante do clima de incerteza sobre a continuidade da liminar, feirantes estão planejando acampar na José Avelino, pelo menos, até quarta-feira, 17. Depois do confronto, vários ambulantes começaram a chegar ao local, convocados por outros colegas de feira.

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) esteve reunido com os feirantes após o conflito. Segundo o parlamentar, a decisão do magistrado foi clara sobre "preservar o emprego" dos feirantes e a venda do material adquirido. "Nos surpreendemos com a decisão da Prefeitura de não acatar a ordem judicial bloqueando os acessos da feira. A expectativa é que a gente possa reverter isso até quarta-feira. Acho que é uma tentativa do prefeito para sufocar a feira, evitar o acesso dos ônibus que chegam na quarta", comentou.


Em virtude da manifestação, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) informou que as ruas São José, Sobral e Alberto Nepomuceno (entre a João Moreira e a Pessoa Anta) foram bloqueadas.


Para facilitar o acesso ao Centro de quem vem pela Costa Barros, está sendo realizado o contrafluxo na Conde D'eu (entre as ruas Senador Almir Pinto e João Moreira). Agentes de trânsito disciplinam o tráfego.


Previsão para início de obra está mantida


Por volta das 20h30min, um caminhão chegou ao local carregado de 'gelos baianos', que logo foram colocados na avenida Alberto Nepomuceno, em frente ao Mercado Central. A Prefeitura disse que o início das obras de revitalização da José Avelino e do entorno está mantido e deve começar nesta segunda-feira, 15, como anteriormente anunciado. Na noite deste domingo, bloqueios na região foram implantados para dar condição às intervenções.

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O órgão municipal afirma que não foi notificado ainda da liminar concedida pelo desembargador Durval Aires Filho. A Prefeitura adiantou que vai recorrer da decisão.

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