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Alunos desenvolvem projeto que mantém solo úmido com fralda descartável

O material que ajuda na conservação da água no solo é o hidrogel, presente nas fraldas descartáveis e de alto custo. Projeto do IFCE de Maracanaú ainda diminui acúmulo de lixo

19:30 | 23/05/2017
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Cada criança usa, no primeiro ano de vida, uma média de 2.200 fraldas descartáveis. O material, que é todo jogado no lixo após o uso, pode ajudar a manter a umidade do solo. Um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologias Alternativas de Convivência com o Semiárido (Latacs),  do Instituto Federal do Ceará campus Maracanaú, promete alternativa econômica à irrigação e ao uso de fertilizantes. A equipe do laboratório retira o hidrogel presente na fralda e usa para preservar a água no solo. O projeto foi apresentado na Espanha.
 
“O hidrogel é um material caro, impossível para o pequeno agricultor comprar. E ainda há a produção de menos lixo. É um ganho de toda forma”, avalia o coordenador do Latacs, professor Antônio Olívio Britto Júnior. Olívio é professor das disciplina de Resíduos Sólidos, Segurança do Trabalho e Ética, dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária, Licenciatura em Química.
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Alana Karen Damasceno Queroga, do 9º semestre do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, foi à Barcelona, na Espanha, em abril, para apresentar o projeto na ExpoCerca, um encontro de estudantes de todo o Planeta para aprensentar o que vem sendo desenvolvido em pesquisa no seu País. "O projeto foi recebido muito bem, porque além de ser uma proposta diferente, apresenta uma possível solução para resolver o problema da seca e do lixo. Os outros alunos ficaram impresssionados com o resultado", afirma.
 
Mayara Jéssica Cavalcante, 23, faz parte do Latacs desde 2014 e participa do projeto com o hidrogel desde a criação, em 2015. Ela explica que todo o processo de secagem e retirada do hidrogel é manual e feita de duas maneiras. Na primeira, o material é exposto ao sol em papel alumínio ou plástico filme. O segundo modo é com o uso de estufas. "Como o solo do Ceará é arenoso, vai ajudar bastante a manter a unidade no sólo", aponta.

O foco da pesquisa é tentar eliminar os micro-organismos para evitar que contaminem o solo. Na última medição que a equipe realizou foi encontrada  a metade do máximo de colifórmes permitido pelo Ministério da Agricultura.
 
Redação O POVO Online 

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