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Prefeitura realiza visita compulsória para combater focos do Aedes aegypti

Foram identificados, pelo menos, 35 imóveis abandonados somente na Regional II. Na casa vistoriada na manhã desta quinta, a SMS encontrou muitos focos do mosquito

10:59 | 16/03/2017
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No primeiro dia de visita compulsória a imóveis abandonados em Fortaleza foram encontrados muito lixo, uma piscina abandonada e três focos de mosquito Aedes aegypti dentro de uma residência abandonada no Dionísio Torres. A visita ocorreu a uma casa na rua Coronel Alves Teixeira na manhã desta quinta, 16, com a presença do secretário da Regional II, Ferrúcio Feitosa.

“Assim que entramos na casa, imediatamente encontramos muitas larvas do mosquito, ratos e escorpiões. Uma situação terrível de abandono”, aponta Feitosa. Uma lage com espaço para acumular água e uma caixa d’água também foram encontradas e aplicado um larvicida com atuação de até 90 dias. Segundo o secretário, somente na Regional II foram identificados 33 imóveis abandonados e em cinco deles, o proprietário não foi encontrado. 

A equipe contou com a presença de agentes de endemias, que fizeram a limpeza e destruição dos focos de dengue. Nélio Morais, coordenador da Célula de Vigilância Ambiental e Risco Biológico de Fortaleza, aponta que, vizinho a casa, funciona uma academia. Nela, pelo menos 300 pessoas estavam correndo o risco de pegar dengue, zika ou chikungunya. “A entrada forçada nos imóveis é o último recursos que se usa. 
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Nessa casa, tivemos muito trabalho para entrar porque o portão estava como um verdadeiro cofre de banco”, afirma. O ingresso forçado em imóveis públicos e particulares, no caso de situação de abandono ou de ausência de pessoa que possa permitir o acesso de agente público, é permitido pela Medida Provisória n° 712, de Janeiro de 2016.

Somente neste ano, a Regional II de Fortaleza apresentou 335 notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. 
 
Redação O POVO Online 
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