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PM tem perda das funções motoras após acidente e aguarda cadeira de rodas há quase dois anos

A família necessita de doações para comprar uma cadeira de rodas

16:52 | 27/03/2017
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Atualizada às 22h56min 

 

[FOTO1]Até o dia 11 de abril de 2015,  a rotina da cabeleireira Roberta Kelly Braga Albuquerque, de 33 anos, e do policial militar Alessandro de Jesus Cordeiro, 40, era de lazer, esporte e trabalho. Kelly se dedicava como profissional em salão de beleza e o soldado Cordeiro fazia o policiamento na Avenida Beira Mar. Cordeiro usava a folga para se dedicar a natação, musculação, corrida, se tornou rigoroso com a alimentação. "Era uma dieta tão rigorosa, sabe? Suco detox e coisas de emagrecimento. Ele tinha todo um padrão", descreve Kelly.

Há quase dois anos, um acidente de motocicleta na Avenida Coronel de Carvalho, mudou repentinamente a vida de Cordeiro e Kelly.  Com o companheiro internado, ela recebeu a informação do comprometimento nos movimentos do PM e a rotina mudou. Cordeiro segue com tetraparesia, que é a perda parcial das funções motoras dos membros superiores e inferiores.

Companheira de Cordeiro há 18 anos, a cabeleireira teve que sair do emprego para ajudar no tratamento. Sozinha, Kelly se tornou responsável pelo banho, alimentação, pela troca das fraldas, por lavar a roupa e cuidar da casa. A filha mais nova foi retirada da escola particular. Ela, Cordeiro e as filhas foram morar na casa da mãe de Kelly, para cortar o gasto com o aluguel. 


 Tratamento
 
Cordeiro recebe a visita de uma fisioterapeuta semanalmente. Kelly diz que os médicos explicam que os cuidados especiais são necessários para a recuperação. Mesmo com tantas preocupações, ela comemora cada evolução.

 "Ele entende o que a gente fala, faz sinal com a cabeça que sim, mas só movimenta um lado do corpo. Ele se alimentava por uma sonda nasal e depois dessa evolução mudamos a alimentação dele para pastosa e liquida. Ele não pode se alimentar de nada sólido, pois pode se engasgar e o alimento ir diretamente para o pulmão", explica.

 Entre esses cuidados especiais estão o uso de uma cadeira de rodas que custa R$ 2.700. O equipamento é feito sob medida, de acordo com peso e a altura de Cordeiro. A família fez um cadastro no posto de saúde da Secretaria Municipal de Saúde e segue uma fila de espera. A SMS diz que está em processo licitatório, mas não há data de previsão para receber a cadeira.

O Comando da PMCE também está acompanhando o caso. 

 

Sem promoção
   
Apesar de ter 18 anos de Polícia, Cordeiro segue como soldado. Todos os policiais da turma foram promovidos, mas ele seguia entubado na UTI do hospital e não poderia fazer o curso. A esperança de Kelly é que o esposo volte a andar. Pelos médicos,  o tempo de recuperação é indeterminado, mas não é impossível com o tratamento correto, fisioterapia todos os dias, fonoaudiólogo e psicólogos.

 A voz de Kelly muda quando ela fala de como as coisas eram antes do acidente, mas o tom que se escuta não é de tristeza, mas de esperança.

 Produtos

 

Kelly destaca que a dificuldade financeira é constante e que necessita de materiais específicos, como fralda Extra G, aveia, farinha láctea, Uropen (para necessidades fisiológicas), pomada para assaduras, óleo de girassol, algodão, álcool, Asseptol, enxaguante Bucal e pasta de dente. 

 

PMCE

 

De acordo com o coronel Adriano, após tomar conhecimento da situação, foi até a residência do soldado Cordeiro e que aumentou o número de atendimentos de fisioterapia. O comandante-adjunto da Polícia Militar também afirmou que teria adquirido as cadeiras de rodas, no entando ainda não foram entregues.  

 

Conta bancária

Agência: 0747
conta: 0015083-5

Alessandro de Jesus Cordeiro
banco Bradesco
telefone para contato: (85) 9 8894.2291 

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