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Testemunha diz que caseiro demonstrava preocupação com o desaparecimento do advogado

A funcionária diz que o caseiro pretendia viajar. Aldrin Helanio Coelho Fonteles, de 47 anos, foi asfixiado e arrastado até a cacimba

12:53 | 18/02/2017
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[FOTO1]Uma funcionária do advogado Aldrin Helanio Coelho Fonteles, de 47 anos,  disse que após o crime o caseiro permaneceu na residência e dizia estar preocupado com o sumiço do patrão. A testemunha também ressaltou que os dois já haviam se desentendido anteriormente. O caseiro e a esposa foram presos

 

De acordo com a testemunha, o caseiro foi até a loja de material de construção de propriedade do advogado, na última quinta-feira, 17, e pediu um saco de cimento e um detergente que é utilizado para retirar manchas. No momento a testemunha foi quem atendeu o caseiro. A testemunha ainda ressaltou que o caseiro viajaria, mas que não foi possível devido a chegada da Polícia.

 "Ele mandou eu me apressar para dar o cimento e o detergente, pois estava com o dedo cortado e estava sujo de sangue, com o olho inchado e o braço ralado, saiu depressa", explica. Segundo a mulher o caseiro aparentava preocupação e perguntava "rapaz, cadê o chefe?".

"Eles (caseiro e esposa) foram lá na loja e conversaram foi muito com a gente. E disse que o chefe saiu em uma bebedeira com um povo em um carro", relatou.

 Para a funcionária, a história era estranha, pois não era costume do advogado sair em bebedeira com amigos. Ele não tinha filhos e namorava uma mulher de Fortaleza, que viajava para Aquiraz e permanecia no sítio.

 Ciúmes

  
Em depoimento à Polícia, ainda na sexta-feira, 17, segundo o titular do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, delegado Renê Andrade e o diretor da DivisãO de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a discussão entre o caseiro e o advogado começou após o advogado levantar uma questão de ciúmes em relação a namorada e o caseiro.

 O caseiro teria ressaltado, no depoimento, que não havia nada entre ele e a namorada do advogado, mas que a discussão foi motivada por ciúme. Essa versão, segundo a funcionária que testemunhou a compra do cimento, é infundada, pois nunca existiu essa questão de ciúme, mas as agressões entre o caseiro e o advogado já eram reincidentes e quando os dois ingeriam bebida alcoólicas entravam em discussão.

 

Na ocasião, o delegado Leonardo Barreto informou que as investigações apenas começaram e que será investigado pela Delegacia Especializada a motivação do crime. 

 

 Retirada do corpo
   
Como a cacimba em que o corpo do advogado foi cimentada, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) providenciou uma retroescavadeira, que chegou na última sexta-feira, 17. Na manhã deste sábado, 18, os trabalhos foram reiniciados no intuito de retirar o corpo da vítima.

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