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Motorista da Uber denuncia agressão de taxistas na Praia de Iracema

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, há um movimento de "provocação" por parte dos "irregulares" para "arranhar a imagem da categoria"

17:08 | 24/01/2017
Atualizado as 17h40min
Um novo caso de violência envolvendo motoristas da Uber e taxistas foi registrado em Fortaleza, dessa vez, na madrugada desta terça-feira, 23, na Praia de Iracema. Um motorista da Uber denuncia ter sido agredido, por cerca de oito taxista, mesmo estando de folga. Eles teriam reconhecido-o de uma rixa iniciada há 15 dias.

Segundo o motorista, que pediu para não ser identificado, ele havia transportado turistas para o mesmo bar em que aconteceu a briga nesta madrugada. Na ocasião, ele conta que teve o carro arranhado. Tanto neste, quanto no caso desta madrugada, o homem conta que um mesmo taxista atuou como pivô das agressões. Quando o reconheceu, segundo conta, tentou perguntar ao taxista porque ele havia danificado o seu carro, o que deu início a um bate-boca. O taxista teria, então, passado a agredi-lo. Quando o motorista tentava defender-se, narra, o taxista recebeu ajuda de cerca de outros sete colegas.

Vídeo enviado ao O POVO Online registra parte da briga. As imagens mostram os dois trocando socos, quando o motorista da Uber é cercado. Ele chega a levar um chute de um taxista e cai atrás de um carro, que obstrui a filmagem. Confira:

[VIDEO1]
 
O presidente do Sindicato dos Taxistas (Sindtaxi), Vicente de Paula, conversou com um dos taxistas que se envolveu no episódio e conta outra versão. Segundo ele, a briga foi iniciada após o motorista da Uber "provocar" os taxistas, oferecendo, em voz alta, os serviços para alfinetar os taxistas. Ele conta que o motorista estava trabalhando e não de folga. "O sindicato orienta os taxistas a não caírem em provocação. Só quem perde é o regulamentado", diz. Vicente de Paula afirma ser uma estratégia dos motoristas da Uber, provocar brigas "para arranhar na imprensa a imagem dos taxistas". Ele conta ter sido realizada palestra no sindicato, que contou com mais de 100 participantes, em que houve a orientação para não revidar com violências às provocações.

Vicente de Paula ainda afirma ter orientado os taxistas a registrar boletim de ocorrência, "pois, senão, quem vai passar por vítima são eles". O motorista da Uber acionou a Polícia Militar, mas segundo ele, os taxistas haviam fugido antes da chegada dos policiais. Ele registrou queixa no 2° Distrito Policial (2° DP) e realizou exame de corpo de delito. Os ferimentos foram concentrados na boca, mas não foram graves. O motorista também comunicou o caso à Central da Uber, que ofereceu auxílio jurídico. Ele diz também ter feito reclamações na Prefeitura de Fortaleza e na Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), que regulamentam o serviço de táxis.
 
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que "o caso está sob a responsabilidade da autoridade policial que dará seguimento às investigações".

Redação O POVO Online
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