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Corpo encontrado carbonizado chama a atenção para mortes com requintes de crueldade

Vítima estava sem identificação. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

14:48 | 11/01/2017
Um corpo foi encontrado carbonizado, por volta das 7 horas da manhã desta quarta, 11, na rua Tomás Cavalcante, por trás de uma escola pública municipal, no bairro Autran Nunes, em Fortaleza. A vítima estava sem identificação. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia não tem suspeitos.
 
Casos de morte com requintes de crueldade têm chamado atenção na Capital. No início do ano passado, dia 3 de janeiro, um corpo carbonizado foi achado no bairro de Taquara, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Sete dias depois, em Redenção (a 65 quilômetros da Capital), dois primos foram assassinados. Um deles, Sales Silveira Reinaldo Neto, foi decapitado.
 
Um dado relevante é a diminuição da faixa etária das vítimas das agressões, apontando para a entrada cada vez mais precoce no crime. Sejam como vítimas, sejam como agressores. O crescimento do acesso à informação, sobretudo às redes sociais, é apontado pelo professor César Barreira, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), como razão para que seja dada maior visibilidade para casos cruéis de assassinato.
 
Já em fevereiro de 2016, no dia 28, o corpo de um homem foi encontrado decapitado e incendiado, no limite entre as cidades de Morada Nova e Jaguaribara, Interior do Ceará. Na última segunda, 9, o corpo de um adolescente de 15 anos foi encontrado decapitado, dentro de um saco de arroz, na comunidade da Colônia, na Barra do Ceará.
 
Estamos vivendo a quebra de algumas normas que levam a outras possibilidades. “O que é classificado pela imprensa como crueldade, do ponto de vista sociológico, é tido como uma ação realizada como se não tivesse uma explicação. A crueldade é a exacerbação da ação. Ao invés de atirar, você agora corta também as mãos, porque essas ações começam a ganhar uma maior visibilidade”, diz Barreira. Crimes bárbaros, defende o professor, não são fenômenos recentes. Na Idade Média, por exemplo, as práticas de execução usadas eram muito crueis.
 
Redação O POVO Online 
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