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Casa na Vila Vicentina é arrombada após vulnerabilidade por demolições

A moradora não estava no local na hora da ação dos invasores

15:35 | 23/12/2016

Uma casa da Vila Vicentina da Estância, localizada no bairro Dionísio Torres, foi invadida ontem, 22. Os vizinhos não sabem ao certo em que momento a ação ocorreu, mas atribuem a invasão à fragilidade na segurança no local após as demolições que aconteceram em outubro último. Não havia ninguém na residência quando foi invadida, pelo quintal. Vários pertences da única moradora foram levados, enquanto outros foram revirados e deixados do lado de fora da casa.

A moradora, identificada apenas como Tereza, por motivos de saúde, está hospedada na casa de familiares. A casa invadida se localiza em uma das esquinas e era cercada por três que foram demolidas e uma que está com parte do telhado faltando. O fato foi percebido por vizinhos que repararam que alguns objetos da casa estavam do lado de fora.

[SAIBAMAIS]

Desde março deste ano, a Vila Vicentina da Estância vem sendo acompanhada pela Defensoria Pública do Estado, tornando-se uma das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), que são previstas pelo Plano Diretor Participativo de Fortaleza. Entretanto, em outubro, a Vila teve algumas de suas casas demolidas. 

Logo em seguida, os vereadores João Alfredo (Psol), Guilherme Sampaio (PT) e o arquiteto Romeu Duarte deram entrada em pedidos de tombamento do conjunto de casas junto à Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Até a análise do mérito, a vila fica protegida por um tombamento provisório.  

De acordo com o coordenador de Patrimônio Histórico na Secultfor, Jober Pinto, o processo está na fase de elaboração das instruções de tombamento. A decisão final, ainda sem previsão, partirá do Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (Comphic). Ele explica que até o fim do trâmite, o bem se torna tão protegido quanto um já tombado, apesar de não constar no Livro dos Tombos, logo, ações e reformas só podem ser executadas com autorização da Secultfor, porém, a segurança permanece como competência do proprietário. 

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Redação O POVO Online

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