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Policiais civis fazem carreata em Fortaleza para reivindicar melhores condições de trabalho

Os policiais estão bloqueando o trânsito no caminho entre o Palácio da Abolição, na Aldeota, e a DHPP, no bairro de Fátima. A manifestação tem cartazes com a frase: "eu não pilantra", em referência à fala do delegado geral

16:55 | 07/11/2016
Na foto, imagens de policiais em reunião no acampamento próximo ao Palácio da Abolição
Na foto, imagens de policiais em reunião no acampamento próximo ao Palácio da Abolição

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Em greve, policiais civis realizam carreata em direção à Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro de Fátima, na tarde desta segunda-feira, 7. A concentração foi iniciada no Palácio da Abolição, onde um grupo deles está acampado para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.

Os manifestantes começaram a carreta por volta das 16h30min, em direção às avenidas Barão de Studart e Pontes Vieira. Por enquanto, não há equipes da Autarquia Municipal de Trânsito dando suporte ao tráfego. As vias transversais estão sendo bloqueadas por policiais em motos, e a manifestação tem cartazes com a frase: "eu não sou pilantra", em referência à fala do delegado geral Andrade Júnior

A greve dos policiais foi decretada ilegal no dia 27 de setembro passado, mas o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol) alega que uma nova greve foi deflagrada após reunião por falta de negociação com o governo.

[SAIBAMAIS]Segundo o presidente do Sinpol, Francisco Lucas, a carreata integra ações de mobilizações da categoria na capital e no Interior. "O delegado geral disse que era um movimento de meia dúzia de policiais insatisfeitos, o próprio governador reproduziu esta fala. Nós estamos mostrando que não se trata de meia dúzia, nosso movimento tem uma grande adesão", disse ao O POVO.

Francisco Lucas argumenta que mesmo com o atendimento parado nas delegacias, um efetivo de mais de 30% está sendo mantido. "Não existe lei específica pra reger greve no serviço público, então a gente utiliza a lei dos trabalhadores seletivos. Nas delegacias, temos mais de 30% trabalhando".

As principais reivindicações, de acordo com o Sinpol, são a diminuição da diferença salarial entre inspetores, escrivães e delegados, além do fim da custódia de presos nos chamados xadrezes. "Eu desafio o governo do Estado a mostrar se houve majoração de um único real no salário inicial do inspetor ou do escrivão. Não temos equipamentos essenciais para resguardar a integridade física, como coletes. Todas as munições hoje estão vencidas”, completa.

Com informações do repórter Rômulo Costa

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