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Moradores denunciam acúmulo de lixo em ruas da Cidade

Entre os motivos do aumento de lixo nas ruas da Cidade está a paralisação dos caçambeiros responsáveis pela coleta

20:38 | 04/11/2016
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Pneus velhos, entulhos, árvores cortadas, lixo doméstico, móveis jogados em calçadas forma montanhas de lixo no meio da Cidade e têm gerado incômodo entre os moradores. “Eu me sinto desrespeitada”, afirma Socorro Santos, 53. A cozinheira mora na Rua José Vilar, na Aldeota, próximo a um ponto de acúmulo de lixo. Um dos motivos de aumento da quantidade de lixo nas ruas foi a paralisação do trabalho dos caçambeiros em Fortaleza. Mesmo com as atividades retomadas, a categoria não têm atuado de forma integral, o que impede a regularidade na limpeza.
 
José Carlos Franco, 60, tem comércio na esquina da José Vilar com rua Costa Barros. No local há acúmulo de lixo e, segundo ele, o que mais incomoda é o mau cheiro. “Precisariua ter um cesto ou algo assim. As pessoas chegam aqui, despejam todo tipo de lixo e entulho de uns quatro quarteirões e fica essa coisa feia aqui”, reclama. Edilane da Silva, 19, trabalha próximo ao local e afirma que semanalmente se forma uma rampa de lixo no local. “O carro que junta esse tipo de lixo não está passado e a situação piora muito”, lamenta. 
 
Em outra rua do bairro Aldeota, na Jovino Guedes, outro ponto de lixo incomoda a população. “As pessoas jogam tudo aí, todo o entulho de obras no entorno vem parar aqui. Prejudica, traz doenças, muitos ratos e baratas, e ultimamente ficou pior”, contou.
 
Paralisação
 
De acordo com Marcos Antonio Oliveira, secretário da associação de caçambeiros de Fortaleza, a categoria reivindica por pagamento dos salários atrasados, aumento de 20% e vale-alimentação. Ele explica que o serviço é de contrato terceirizado e que os pagamentos estão atrasados desde setembro. “Hoje Fortaleza tem em média 1380 pontos de lixo, nós queremos trabalhar mas é preciso que haja melhorias no nosso serviço, a gente pega o caminhão e tem despesas com ele”, explica Oliveira. Os caçambeiros retornaram as atividades na última terça, mas segundo o secretário, ainda não estão atuando de forma integral.
 
Ele reclama ainda que o número de caminhões que reduziu bastante desde a última gestão. De acordo com ele, anteriormente era 400 caçambas e o número foi reduzido pela metade desde 2013, operando com 210. São eles os responsáveis pelo recolhimento nos pontos de acúmulo de lixo.
 
“Antes tinham mais trabalho à noite e era muito mais viável para o recolhimento de lixo sem parar numa via, sem parar o trânsito. Hoje não tem mais. As pessoas tendem a colocar a culpa do acúmulo de lixo somente nas pessoas, mas as pessoas não irão criar uma cultura de educação se a limpeza e o recolhimento de lixo não forem feitos com regularidade”, explicou.  De acordo com ele, a maior preocupação é com o início da pré-estação chuvosa. “Lixo traz doença e precisariamos de mais pessoas para o recolhimento na cidade”, aponta.
 
Por meio de nota, o grupo Marquise informou que respeita os termos do contrato da Prefeitura de Fortaleza e desconhece profissionais que se identificam como representantes dos caçambeiros. “As negociações são estabelecidas com o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Seeaconce). Sobre a paralisação recente, a empresa esclarece que foi estabelecido acordo e a operação já voltou ao normal”, informaram. 
 
Redação O POVO Online 
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