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Estudantes da UFC definem novas ocupações contra PEC do teto de gastos

Além da Faced e Geografia, prédios de mais cursos estão sendo ocupados nesta segunda-feira, 7. O vice-reitor da UFC informa que os universitários não receberão faltas, e as aulas devem ser repostas

19:16 | 07/11/2016
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Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) definem novas ocupações, nesta segunda-feira, 7. Além da Faculdade de Educação (Faced) e Geografia, começaram a ser ocupados os prédios dos cursos de Design, Arquitetura e Urbanismo (DAU), Engenharia de Pesca, Biologia, Letras e Psicologia. A paralisação de aulas faz parte de movimento nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos, a reforma do ensino médio e corte de gastos na educação.

A estudante de Arquitetura e Urbanismo, Bárbara Xavier, contou que a ocupação de seu curso foi iniciada nesta tarde. A universitária disse que mais informações serão repassadas posteriormente, em posicionamento integrado com as outras ocupações do Campus Benfica.

Os alunos dos cursos de Ciências Sociais, Biblioteconomia e Química fazem assembleias às 18 horas, no Centro de Humanidades III e Departamento de História, respectivamente.

A ocupação do prédio da Faced impediu realização do Enem, no último fim de semana. O prédio da Geografia, apesar de ocupado desde terça-feira, 1º, não era local de prova do exame.

Reitoria
Ao O POVO, o vice-reitor da UFC Custódio Almeida disse que teve reuniões com representantes dos estudantes, servidores e professores, além de membros do Diretório Central de Estudantes (DCE), Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Sintufce) e Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (ADUFCE).

Ele afirma que os estudantes não serão prejudicados com a paralisação recebendo faltas, e todas as aulas serão repostas."No momento em que as ocupações inviabilizam as aulas e atividades, elas passam a ser atividades que precisam ser repostas e nós iremos garantir que isso aconteça sem prejuízos acadêmicos para os alunos que estão em ocupação ou estudam nos departamentos ocupados. A ideia é que logo apos a greve a gente proponha e aprove um novo calendário”, disse.

Custódio considera o movimento legítimo e diz que o momento é de "dialogar com todas as representatividades". No entanto, ele pondera que o posicionamento oficial da UFC será emitido após reunião com o Conselho Universitário.''É preciso que a gente tenha a dimensão da pluralidade, não é um movimento homogêneo e há uma exigência forte de muito diálogo", frisa.

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Ato
Os estudantes da Comunicação declararam apoio à mobilização, e uma assembleia nesta quarta-feira, 9, definirá a ocupação do prédio. Com tambores e gritando palavras de ordem contra o presidente Michel Temer, um grupo de alunos fez ato no prédio do curso, durante a tarde desta segunda-feira, 7.

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Com informações da repórter Eduarda Talicy

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