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Optometristas reivindicam inserção na atenção básica do Ceará; oftalmologistas temem substituição

A solicitação integra movimento nacional para que os profissionais façam parte dos programas de atenção primária e saúde familiar. A votação do requerimento no pleno do Conselho de Saúde ainda não tem data definida

16:03 | 31/10/2016

Optometristas solicitaram ao Conselho de Saúde do Ceará inserção na rede básica de saúde do Ceará, em programas vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A questão foi debatida na manhã desta segunda-feira, 31, em audiência pública da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB) e gerou manifestação contrária da categoria dos oftalmologistas.

A primeira reunião após a solicitação dos profissionais foi realizada no último dia 10 de outubro. No próximo dia 25 de novembro, as Câmaras de Gestão do Trabalho da Educação em Saúde e de Técnica de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente, além da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador, devem emitir parecer para votação no pleno do Conselho de Saúde, ainda sem data definida.

O assessor jurídico do Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, Fábio Cunha, afirma que o optometrista é um profissional que trata da visão, formado em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação. "Estão habilitados para identificar doenças graves e fazer encaminhamento especializado. Eles identificam erros refletivos popularmente conhecidos como miopia e astigmatismo, indicando a solução óptica para corrigir a visão".

A solicitação no Ceará integra movimento nacional para que os profissionais façam parte dos programas de atenção primária e saúde familiar. "O foco seriam esses atendimento vinculados a prefeituras e ao SUS. O problema é que os médicos confundem com o óptico, que tem curso técnico e fazem o aviamente da lente. ", esclareceu.

Para o presidente da Sociedade Cearense de Oftalmologia, Abrahão Lucena, as vagas na rede pública devem ser abertas para os oftalmologistas. "Esperamos que esses programas sejam ampliados e preenchidos por um profissional qualificado, não um que entenda só do olho, com capacidade de não só prescrever o óculos, mas de tratar de todas as doenças que existem nesse paciente", disse.

O requerimento, conforme o presidente da Comissão de Saúde da OAB, Ricardo Madeiro, pode culminar em uma substituição de profissionais. "A fundamentação principal é a deficiência do número de oftalmologistas no Estado. Não se discute a necessidade de optometristas, mas se temos deficiência de oftalmologistas, a discussão não passa pelos optometristas”, critica.

 

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