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Muriçocas incomodam moradores de áreas próximas a canais e fossas abertas em Fortaleza

Na capital, as muriçocas não transmitem doenças, mas a infestação incomoda o sono e as picadas causam dor e irritação na pele. A multiplicação está diretamente ligada à falta de saneamento e ao acúmulo de sujeira

19:26 | 10/10/2016
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Apesar de ainda não estarem em seu ciclo reprodutivo, as muriçocas já incomodam os moradores de áreas próximas a canais e fossas abertas em Fortaleza. O acúmulo de sujeira ajuda na proliferação, e o resultado são as incômodas manchas vermelhas e noites mal dormidas. Para prevenir a multiplicação de muriçocas no próximo período chuvoso, a Prefeitura começa nesta sexta-feira, 14, a operação Inverno 2017, intensificando limpeza de canais, aplicação de larvicidas e inseticidas até o dia 14 de outubro.

Segundo o professor do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará, Paulo Cascon, as muriçocas dependem da água para a reprodução. "O lixo ajuda porque pode favorecer o acúmulo de água parada. O período chuvoso é a época em que as muriçocas mais aparecem", frisa.

Ele indica a limpeza de jardins e ruas para evitar o alcance das fêmeas, que atacam a população no período noturno. Moradora de um condomínio na rua Paulino Rocha, Renata Moreira conta que perdeu a liberdade de deixar janelas abertas. "Saio de casa pra trabalhar, coloco o veneno e fecho tudo. Quando eu chego, é na base do ventilador. Ficamos entregues", reclama.

As muriçocas encontradas na capital cearense não transmitem doenças, mas as picadas causam dor e vermelhidão, principalmente nas pessoas alérgicas. ''A irritação da pele desencadeia vários processos alérgicos que, inclusive, levam as pessoas aos postos de saúde. Como elas têm o hábito noturno, perturbam o sono das pessoas, atrapalhando na produção do dia", alerta o Gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da Secretaria da Saúde de Fortaleza, Nélio Morais.

Nélio explica que o aumento das muriçocas está vinculado ao saneamento, mas enquanto as obras não são concluídas, a saída é controlar a multiplicação delas. A Prefeitura monitora, atualmente, 46 canais na capital cearense.

Conforme Nélio, a Prefeitura faz nesta semana a limpeza dos canais do Bom Jardim e do Jangurussu. Os técnicos fazem a coleta de amostras de águas para medir a presença dos vetores e, depois, utilizam larvicidas. "Tem que ter um esclarecimento das pessoas também para não jogarem dejetos nos canais. A gente tira até geladeiras e sofás", cita o gerente.

A recomendação da Prefeitura é que, em casos de proliferação de muriçocas, a população procure a secretaria regional da área. Quando a infestação é verificada, começa a utilização de inseticidas. "A muriçoca adora matéria orgânica em decomposição, todos têm que colaborar”, completa.

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