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Cearenses são premiados em Olimpíada Iberoamericana de Química

Mais uma vez o Estado se orgulha ao saber que dois estudantes de Fortaleza são premiados na Olimpíada Iberoamericana de Química

16:30 | 12/10/2016
Delegação brasileira de química, formada por Davi, Gabriel, Pedro e Vitor; segurando a bandeira do Brasil
Delegação brasileira de química, formada por Davi, Gabriel, Pedro e Vitor; segurando a bandeira do Brasil
[FOTO1]Os estudantes de Fortaleza Gabriel Amgarten e Davi Aragão ganharam medalhas de prata e bronze na XXI Olimpíada Iberoamericana de Química, em Bogotá (Colômbia), no último dia 24 de setembro. Eles representaram o Brasil junto com outros dois jovens de São Paulo.
 
No torneio, 64 estudantes não universitários e com idade inferior de 19 anos representavam 17 países. Para o coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), professor Sérgio Melo, essa conquista é resultado do esforço conjunto dos estudantes e da equipe pedagógica que alcançaram reconhecimento por meio dos estudos.
 
“São estudantes que se identificaram com essa ciência e se aprofundaram nos estudos para buscar novas informações. Isso mostra o esforço da coordenação e dos estudantes em mostrar seus talentos por meio dos estudos”, disse Sérgio Melo ao O POVO Online.
 
O professor também ressaltou que a conquista dos estudantes incentiva outros alunos a participar desses torneios científicos. “O retorno com as premiações serve de estímulo para que outros jovens busquem seguir o mesmo caminho’’, destacou.
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Gabriel e Davi definem sua participação na Olimpíada como uma experiência gratificante por terem representado o país junto com os paulistas Vitor Gomes e Pedro Sebber, que ganharam medalha de ouro e prata, respectivamente. “Consegui representar o Brasil e mostrar o quanto nosso País é bem preparado em relação a outras nações latino-americanas”, disse Davi Aragão, estudante do colégio Militar de Fortaleza, ao O POVO Online
 
Para chegar até a final, eles precisaram passar por um concorrido processo seletivo de abrangência nacional. “Começa com milhares de estudantes do País e no fim estava eu e mais três pessoas, formando a delegação brasileira de química”, relembra Gabriel com orgulho. Foram muitas horas dedicadas aos livros de química e ,por estarem no 3º ano do Ensino Médio, conciliar os estudos do vestibular e da Olimpíadas não foi uma tarefa fácil. “A gente faz escolha e abre mão de algo. Mas eu tenho um pensamento que eu não vejo problema passar um ano no cursinho porque não foi por falta de estudo”, declarou Gabriel que estuda no colégio Ari de Sá Cavalcante. 
 
Há outro benefício que a Olimpíada trouxe aos estudantes: conhecer novas realidades. Gabriel contou que suas experiências nas Olimpíadas internacionais mostraram o potencial de outros países, que podem ser muito mais alto do que o seu. “Eu vejo que quando a pessoa começa a participar de Olimpíada internacional percebe que há muitos estudantes mais inteligentes do que você. Asiáticos, por exemplo, sempre tiram as melhores colocações”, frisou o estudante sobre aprendizados que adquiriu em experiências passadas. 
 
Veteranos
Essa não é a primeira vez que Gabriel e Davi participam de eventos fora do País. Em agosto deste ano, os dois foram premiados com medalha de bronze na Olimpíada Internacional de Química (IChO) que ocorreu na Geórgia, Europa Oriental. Eles precisaram passar por um processo seletivo composta por seis fases de etapas regional e nacional.
 
Assim como na Iberoamericana, a delegação brasileira foi representada por dois estudantes cearenses e dois paulistas que disputaram com 317 alunos do Ensino Médio de 85 países.
 
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