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Promotores e advogado podem virar réus

Gravações telefônicas apontam que eles estariam tentando transferir o processo para a Justiça Militar
11:50 | Set. 15, 2016
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Tipo Notícia

Na tarde desta quinta-feira, 15, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/CE) decidiu a procedência da denúncia do Ministério Público (MP/CE) em desfavor de dois promotores de justiça e de um advogado. Eles atuam no processo que apura a responsabilidade de quatro policiais militares (PMs) na tortura e no homicídio do frentista João Paulo Sousa Rodrigues, desaparecido desde setembro de 2015.

Conforme investigação do Grupo Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os três estariam negociando a transferência do processo para a Justiça Militar. Conversas de telefone entre os três, gravadas com autorização judicial, subdiam as acusações. São acusados do crime contra João Paulo Francisco Vanderlei Alves da Silva, Antônio Ferreira Barbosa Junior, Elidson Timóteo Valentim — lotados na Força Tática de Apoio (FTA) da 1ª Companhia do 14º Batalhão de Polícia Militar (1ªCia/14º BPM) — e Haroldo Cardoso da Silva, da Reserva Remunerada da PM.
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Eles foram indiciados após investigação da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), da Controladoria Geral de Disciplina (CGD). Contra o quarteto, pesa o fato de imagens de câmera de vigilância terem flagrado o frentista entrando em um carro com quatro pessoas identificadas pela investigação como sendo os policiais. Foi a última vez que João Paulo foi visto. Os policiais negam envolvimento no crime.

Redação O POVO Online

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