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Policiais civis decidem hoje sobre greve

A categoria paralisou as atividades nesta quarta-feira, 21, por 24h para realizar ato e decidir futuro dos profissionais

09:27 | 21/09/2016
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Policiais civis do Ceará decidem o futuro da categoria nesta quarta-feira, 21, durante assembleia na Praça dos Voluntários, no Centro. A previsão da vice-presidente do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), Ana Paula Cavalcante, é que os servidores aprovem a greve e parem as atividades a partir deste sábado, 24. Caso seja aprovado, apenas 30% do efetivo serão mantidos na escala.

[SAIBAMAIS]O movimento, com concentração marcada para as 9 horas na Praça dos Voluntários, deve se estender até o início da tarde. Devido ao ato, a categoria paralisa as atividades nesta quarta por 24 horas. Apenas quatro delegacias vão funcionar normalmente no Estado: duas em Fortaleza (7º Distrito Policial e Delegacia da Criança e do Adolescente) e duas no Interior (Camocim e Brejo Santo). A prioridade quanto à realização de Boletim de Ocorrência, nestas unidades, será ocorrências com flagrantes. Outra saída é o Boletim de Ocorrência eletrônico (www.delegaciaeletronica.ce.gov.br)


São esperados cerca de mil policiais civis no ato, segundo a vice-presidente do Sinpol. Vinte caravanas do Interior estão vindo para Fortaleza para participar. Candidatos aprovados do concurso da Polícia Civil e membros de outros sindicatos também estarão presentes no protesto.


"Nós vamos expor a situação das tratativas com o Governo, manifestar nossa insatisfação. No final, vamos colocar a votação para categoria decidir se entra ou não em greve, mas é bastante provável que sim. Tão logo deflagrada, vamos enviar ofícios para o governador, o secretário de Segurança e o delegado geral relatando a situação e nos colocando à disposição para negociar", comentou Ana Paula.


Reivindicações
A categoria defende a diminuição da diferença salarial entre os inspetores e escrivães, que ganham o equivalente a 20% do salário dos delegados. De acordo com o Sinpol, o valor percentual ideal deveria girar em torno de 60%. Além disso, os profissionais pedem o aumento do efetivo e a proibição dos desvios de função.


De acordo com o Sindicato, as negociações aconteciam de forma coletiva com a Polícia Militar e a Perícia Forense, mas o Governo do Estado fechou a negociação apenas com a PM.


A Secretaria da Segurança Pública informou que, durante a paralisação, a categoria tem a obrigação legal de manter, pelo menos, 30% do efetivo atendendo às demandas da população. “O diálogo com a categoria permanece aberto, e as solicitações estão sendo analisadas em conjunto com outras pastas do Governo”, divulgou.

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