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Moradores de conjuntos habitacionais reclamam de aumento na conta de luz

Para denunciar o aumento dos preços da energia, moradores realizaram protesto na sede da Coelce do bairro Messejana, na manhã desta quarta

20:15 | 28/09/2016
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Moradores de conjuntos habitacionais ocuparam a sede da Coelce no bairro Messejana, na manhã desta quarta-feira, 28, em protesto contra o aumento da energia elétrica. Com a perda dos descontos de baixa renda, o preço das contas de luz triplicou, conforme o Movimento dos Trabalhadores (as) Urbanos(as) Organizados (as) - Motu.

Segundo a diretora do Motu, Cineide Almeida, o protesto reuniu cerca de 40 pessoas, a maioria do residencial Machado de Assis, na Messejana. "Eles pagavam cerca de R$ 50 com a tarifa social, mas as contas passaram para R$ 150 desde que receberam as unidades [do Minha Casa, Minha Vida]. Somente a conta do condomínio deu mais de R$ 4 mil, o que é um absurdo porque são pessoas que continuam sendo baixa renda, não têm eletrodomésticos sofisticados", disse.

Na entrada do local, uma cliente que teve a luz cortada passou mal e precisou ser medicada pelo Serviço de Atendimento Movel (Samu). Cineidae explicou que a mulher não integrava o protesto, mas procurou ajuda porque estava com uma dívida de R$ 130 mil na Coelce. "Ela precisa de aparelhos elétricos para sua saúde, pois sofre com apneia de sono e obesidade mórbida. Acordou sufocando por causa do corte da energia”.

Resposta
A Coelce respondeu que apenas os clientes que estiverem com os dados atualizados nos programas sociais do Governo Federal podem receber a tarifa social de baixa renda. Em nota, a empresa justificou que a tarifa de energia elétrica é definida e regulada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica0, e os custos da empresa correspondem a 5,73% do reajuste médio aprovado este ano, sendo 7,24% referentes a compra de energia e encargos.

"Somente 22,5% da conta de luz se destina ao serviço de distribuição de energia operado pela Coelce. Ou seja, numa conta de luz no valor de R$ 100, apenas R$ 22,5 são destinados à distribuidora, para operação, expansão e manutenção da rede de energia elétrica”, informa a nota da empresa.

Em relação à cliente que passou mal, a Coelce disse não ela não possui cadastro de uso de aparelhos essenciais à vida e não autorizou vistoria nos equipamentos da residência.

Tarifa social
A tarifa social de energia elétrica pode ser solicitada por:
1 – Famílias com renda menor ou igual a meio salário mínimo per capita, inscritas no Cadastro Único do Governo federal e com dados atualizados nos últimos dois anos;
2 - Renda total da família de até três salários mínimos, desde que alguém da família seja portador de doença que necessite de aparelhos ligados à energia elétrica de forma continuada. É preciso apresentar atestado médico comprovando essa necessidade a cada ano ou sempre que terminar o prazo de validade do documento anterior;
3 – Idosos e deficientes que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Assistência Social.

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