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Acadêmicos realizam protesto em defesa do SUS

O movimento é contra a criação da portaria 1.482 do governo do presidente Michel Temer, que instituiu um grupo de trabalho para elaborar um projeto de plano de saúde popular

21:51 | 19/09/2016
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Acadêmicos da saúde realizaram nesta segunda-feira, 19, um dia de mobilização em defesa ao Sistema Único de Saúde (SUS), que completa 26 anos hoje. O movimento é contra a criação da portaria 1.482 do governo do presidente Michel Temer, que instituiu um grupo de trabalho para elaborar um projeto de plano de saúde popular, resultando em cortes no financiamento do SUS.


O ato foi organizado há duas semanas por estudantes do curso de Enfermagem da faculdade Maurício de Nassau e ganhou apoio de acadêmicos de outras áreas, de instituições públicas e privadas, além de movimentos sociais. Junto ao protesto, eles criaram o movimento intitulado como Acadêmicos em Defesa do SUS (Acadsus), que deve realizar outras mobilizações pela cidade contra a criação do plano de saúde acessível.


Na parte da manhã, o grupo promoveu uma roda de conversa na faculdade Maurício de Nassau, localizada no bairro Joaquim Távora, com intervenções artísticas. À noite, o movimento se reuniu em frente à instituição para protestar contra o projeto do governo de Michel Temer, exibindo cartazes em apoio ao SUS e pedindo a saída do presidente peemedebista. Os manifestantes também levaram um bolo em referência ao aniversário de 26 anos do Sistema e cantaram o hino nacional.

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Para a presidente do Acadsus, a estudante de Enfermagem Ilana Moura, 30 anos, a criação de planos acessíveis para a saúde vai enfraquecer o SUS. "O SUS está em tudo, inclusive a Anvisa faz parte do SUS e utilizamos para tudo, medicamentos, alimentação e água. Em vez de ter uma iniciativa pública para engrandecer o SUS, o governo vai fazer uma iniciativa privada que enfraquecerá o Sistema. Em alguns contextos, como em casos de doenças complexas, os pacientes vão acabar tendo que ir para o SUS", comentou a universitária.

 


O estudante de Enfermagem Júnior Melo, 36, acredita que o governo descumprirá a Constituição com o corte no financiamento do SUS. "Nós como acadêmicos e usuários não vamos permitir que isso aconteça. Eles querem que nosso Sistema seja mais enfraquecido. É uma luta difícil, mas estamos na batalha", disse ele.

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O plano de saúde popular proposto pelo governo, por meio do ministro da Saúde, Ricardo Barros, é defendido como uma forma de diminuir os gastos com o financiamento do SUS. A ideia é oferecer planos com menos serviços do foi definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura mínima obrigatória. A portaria que criou o grupo de trabalho foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 5 de agosto, e propôs 60 dias para que a o relatório final seja apresentado.

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