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Parque de diversões no Henrique Jorge não tinha autorização de funcionamento

Autorização foi negada pela Regional III porque o equipamento não apresentou alvarás de funcionamento do Corpo de Bombeiros e do Crea. O caso está investigado no 27º DP

16:21 | 05/08/2016
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O parque de diversões localizado na Praça da Igreja Matriz do bairro Henrique Jorge, onde aconteceu acidente que deixou duas pessoas feridas, na noite desta quinta-feira, 5, não tinha autorização da Prefeitura para funcionar. A Secretaria da Regional III informou que o equipamento não apresentou os alvarás do Corpo de Bombeiros e do Conselho Regional de Engenharia (Crea).

Segundo a Regional III, a autorização foi solicitada na última semana de julho passado, mas foi negada pela falta das documentações citadas acima. Até então, a Prefeitura não tinha conhecimento do funcionamento não autorizado do equipamento.

Testemunhas informaram que aproximadamente 20 adolescentes e adultos estavam dentro do brinquedo Samba quando uma peça soltou. Duas mulheres ficaram feridas, uma com escoriações leves, e a outra com lesões no braço. O local foi interditado logo após o acidente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o proprietário do parque solicitou alvará, mas foi constatada falha no quadro de energia do local, durante vistoria. "Só a questão da energia estava em desacordo. Não que essa pendência tenha relação com o acidente. Eles foram notificados para corrigir esse problema", explicou a capitão Juliany Freire, assessora de comunicação do Corpo de Bombeiros.

A capitã também informou que foi apresentada a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), assinada por um engenheiro. Ao O POVO Online, o presidente em exercício do Crea, Alberto Leite Barbosa Belchior, explicou que a anotação era referente a montagem e desmontagem da instalação elétrica e mecânica dos brinquedos, bem como da instalação de combate à incêndio.

O laudo, com indicação para funcionamento do parque entre os dias 28 de julho passado até o próximo dia 18, foi assinado por um engenheiro mecânico e de segurança do trabalho, ainda conforme o Crea. "Em virtude de ter acontecido esse problema, o profissional será chamado para dar explicações sobre o que ocorreu. Vamos apurar a conduta dele e se todo o procedimento foi feito corretamente, mas, claro, garantindo todo o direito de defesa dele", frisa Alberto.

Inquérito policial
Após o acidente, o proprietário foi conduzido ao 12º DP para prestar esclarecimentos. O acidente será investigado no 27º Distrito Policial (João XXIII), onde ele também prestou depoimento, nesta sexta-feira, 5.

Uma das vítimas, que teve lesões mais graves e preferiu não se identificar, também foi ao 27º DP para registrar Boletim de Ocorrência e ingressar um processo contra o parque.

Em 2014, um jovem morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas em um acidente no brinquedo "Chaos", no Golden Park.

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