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Mais de 600 óbitos infantis este ano no Ceará

Foram 634 óbitos infantis, sendo 59,1% classificáveis como evitáveis, em sua maioria decorrentes de problemas à assistência adequada ao recém-nascido

20:52 | 22/08/2016
 
Em 2016, foram registrados 634 óbitos infantis (em 2015 foram 911), sendo 59,1% destes classificados como evitáveis, em sua maioria decorrentes de problemas à assistência adequada ao recém-nascido. Nestes oito meses, o Estado teve ainda 558 mortes fetais (em 2015 foram 1.598), número semelhante ao de óbitos infantis, o que reforça a necessidade de uma melhor atenção à assistência pré-natal.  

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), nesta segunda-feira, 22, “o caráter invisível do natimorto e o luto silencioso, não reconhecido socialmente, têm como desdobramento a inexistência de políticas públicas voltadas para prevenção do óbito fetal”. 

O documento indica ainda outras duas realidades: a falta de registro dos natimortos (que morre dentro do útero ou no parto), resultado da não valorização da morte fetal e não utilização da informação para avaliação dos serviços de saúde; e frequente confusão entre óbito fetal e aborto, que faz com que muitos natimortos deixem de ser registrados. Assim como o erro de registro dos nascidos vivos que morrem logo após o nascimento, como óbito fetal.

MORTE MATERNA

De acordo com o boletim, houve ainda, em 2016, 33 óbitos maternos. No ano passado, foram 105, com 51,4% dos casos resultado de Doença Hipertensiva Específica da Gestação. O número é o menor desde 2008.


ÓBITOS INFANTIS EVITÁVEIS EM 2015
Adequada atenção a recém-nascidos - 550
Adequada atenção parto - 192
Adequada atenção à gestação - 76
Ação de promoção - 0
Diagnóstico precoce - 93
Ceará - 911
 
ÓBITOS INFANTIS EVITÁVEIS EM 2016
Adequada atenção a recém-nascidos - 218
Adequada atenção parto - 79
Adequada atenção à gestação - 34
Ação de promoção - 0
Diagnóstico precoce - 38
Ceará - 369
 
 
 
Redação O POVO Online 
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