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Esposas de presos realizam protesto em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua

Grupo denuncia más condições e maus tratos aos quais os detentos estariam submetidos na unidade prisional conhecida como Carrapicho, em Caucaia

11:00 | 16/08/2016

Cerca de 100 pessoas são esperadas em protesto em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, no bairro Edson Queiroz, na manhã desta terça-feira, 16. Capitaneadas por esposas de detentos do sistema penitenciário cearense, o grupo denuncia torturas que os presos estariam sofrendo na Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal, conhecida como Carrapicho (em Caucaia, na Grande Fortaleza). Em 3 de agosto último, as mulheres já haviam feito manifestação em frente à sede da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

 

De acordo com uma das manifestantes, de identidade preservada, o intuito do movimento nesta manhã é reunir-se com a juíza Luciana Teixeira de Souza, titular da 2ª Vara de Execução Penal e coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF). As esposas de presos também querem apresentar reivindicações à promotora corregedora dos presídios, Joseana França. A reunião ocorreria por "nada ter sido feito" após a reunião com o supervisor do Núcleo de Assistência aos Familiares dos Internos da Sejus, Bento Laurindo.

As práticas denunciadas incluem agressões físicas, redução da alimentação, restrição a saída das celas, desrespeito a visitantes e cabelos raspados involuntariamente, além da superlotação. A manifestante ouvida pelo O POVO Online conta que seu marido, preso há três anos no Carrapicho, está com as marcas de queimaduras nas costas após ser submetido a um banho de sol nu. Por não aguentar mais as queimaduras, ele quis sair do local e foi agredido por agentes penitenciários, conta a esposa.

À época da primeira manifestação, a Sejus, em nota, não reconheceu denúncias de maus-tratos, descarte de comida e obrigatoriedade do corte de cabelo; apenas reconheceu a superlotação. Há mais de 1000 detentos no Carrapicho, quando a capacidade é para 600.

Durante a entrevista concedida pela fonte por telefone ao O POVO Online, dois policiais militares (PMs) quiseram retirar o grupo do local — embora, segundo ela, a via não estivesse sendo obstruída. Ela apontou truculência na ação, com agressões verbais e "dedo na cara". Reforço policial foi acionado.

                                                                                    Redação O POVO Online

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