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Esposas de presidiários realizam protesto denunciando torturas

Dentre as práticas as quais os presos estariam sendo submetidos estão agressões durante o banho de sol e a privação de alimentos. Rua Tenente Benévolo está bloqueada

11:35 | 02/08/2016
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Atualizada às 12h30min

Cerca de 40 esposas de presidiários, com aproximadamente dez crianças, realizam, na manhã desta terça-feira, 2, um protesto em frente à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), no bairro Aldeota. Elas denunciam as más condições às quais são expostas os internos do sistema penitenciário do Estado. Há relatos de tortura e falta de alimentação.

Na manifestação desta manhã, a rua Tenente Benévolo está interditada, o que causa engarrafamento na região. O trânsito está sendo desviado pela rua Ildefonso Albano, sob orientação de agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).


O protesto transcorre de maneira pacífica, apesar de um momento de tensão, quando um ocupante de um carro modelo Hyundai HB20 desceu do veículo para tentar convencer as manifestantes a desocupar a via. Algumas das mulheres avançaram em cima dele, que voltou ao carro e saiu na contramão. O veículo chegou a receber pancadas, mas não houve danos materiais.

 

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Utilizando um carro de som, as manifestantes gritam palavras de ordem e soltam fogos de artifício. Representantes das manifestantes reúnem-se com a comissão de Direitos Humanos da Sejus. Dentre as agressões reclamadas, elas contam que os presos são submetidos nus ao banho de sol, com as mãos nos pescoço, momento em que costumam ser agredidos com cacetetes. Também contam que eles estão tendo os cabelos cortados obrigatoriamente. "Eles já estão pagando os pecados dele e isso já demais", conta uma das manifestantes, de identidade preservada.

Redação O POVO Online, com informações do repórter Caio Faheina/Especial para O POVO
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