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Acusados de matar geógrafo por engano em salão de beleza vão a júri popular

Crime foi motivado por ciúmes, pois um dos acusados era companheiro da ex-mulher do alvo, que trabalhava no salão. Átila era irmão do proprietário do estabelecimento e foi atingido nas costas

18:01 | 24/08/2016
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O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) manteve as prisões preventivas dos acusados de matar o geógrafo Átila Rocha Santos, morto por engano em um salão de beleza, no dia 22 de agosto de 2013. José Roberto Pinto de Sousa e Ednardo Leite de Sousa, acusados de homicídio e tentativa de homicídio duplamente qualificados (motivo fútil e surpresa), vão a Júri Popular. A decisão foi publicada no Diário da Justiça da última quinta-feira, 18.

De acordo com a Polícia, o alvo dos disparos era Cleilson Matias Jucá, um dos funcionários do salão de beleza, localizado na rua Monsenhor Salazar. Átila era irmão do proprietário do salão e foi atingido com um tiro nas costas.

O processo aponta que os acusados chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e, enquanto Ednardo esperava do lado de fora, José Roberto entrou e efetuou três disparos, por volta das 18 horas.

Cleilson foi alvejado com dois tiros de raspão, mas sobreviveu. Na época, a Polícia divulgou que o crime foi motivado por ciúmes, pois Ednardo era companheiro da ex-mulher do alvo.

O juiz auxiliar privativo da 5ª Vara do Júri de Fortaleza, Raimundo Lucena Neto, disse que ''mesmo havendo dúvida razoável, deve o magistrado remeter o caso ao Tribunal Popular do Júri mediante pronúncia''.

As prisões preventivas foram mantidas para garantir a ordem pública e evitar a reiteração de prática criminosa. O juiz também lembrou que, em 2011, Ednardo já havia atirado contra Cleilson no mesmo estabelecimento comercial.

Redação O POVO Online
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