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Seca na Caatinga já dura cinco anos

Ambiente natural já perdeu 50% de sua cobertura vegetal. A estiagem influencia na sobrevivência das espécies, como o tatu-bola, símbolo da região

18:18 | 25/07/2016
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A seca na Caatinga, patrimônio biológico brasileiro que se estende por 11% do território nacional, já dura cinco anos consecutivos no Nordeste, incluindo o Ceará. O impacto da estiagem é visto na sobrevivência de espécies nativas, como o tatu-bola, símbolo da região, até a agricultura familiar e a produção industrial, bem como o consumo doméstico nas cidades. O bioma já perdeu mais de 50% da cobertura vegetal.
 
Entidades entendem a necessidade de garantir a segurança hídrica das pessoas que vivem na Caatinga, em torno de 27 milhões. No Ceará e no Piauí acontece o Programa de Conservação do Tatu-bola, por meio da Associação Caatinga. Dentre as ações desenvolvidas estão atividades de sensibilização e mobilização para reduzir o risco de extinção do tatu-bola.
 
De acordo com o coordenador geral da Associação Caatinga, Rodrigo Castro, o programa não se restringe apenas à proteção de uma espécie animal. "Não se protege o tatu-bola isoladamente: o meio onde ele vive tem que ser cuidado também. Preservando a biodiversidade da Caatinga resguardamos as nascentes d'água, que abastecem os grandes centros urbanos como Fortaleza. Nós também precisamos deste bioma para viver".
 
Conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o nível médio dos reservatórios do Ceará é de 11,9%. "Dessa forma, investir na conservação dos corpos d’água e da biodiversidade, incluindo a vegetação que os protege, é de fundamental importância para garantir o abastecimento da população e da economia local e a disponibilidade desse recurso para a manutenção da própria biodiversidade", afirma a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes. 
 
Redação O POVO Online
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