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Recém-formados denunciam "calote" de empresa de fotografia após formatura

Os clientes afirmam já ter tentado diversos contatos com a empresa, mas não houve retorno. Os alunos dizem que o prejuízo foi de mais de R$ 57 mil

18:49 | 26/07/2016
Turmas formadas em Direito, Odontologia Medicina pelo Universidade Federal do Ceará (UFC) denunciam que o serviço de fotografia contratado para os eventos de formatura dos estudantes não foi realizado. Relatos dos formandos apontam prejuízo de mais de R$ 57 mil para aproximadamente 44 alunos. A empresa Ômega Produções Fotográficas alegou, aos estudantes, "problemas financeiros".
 
O advogado Saulo Pereira de Oliveira, de 26 anos, era da comissão de formatura da turma de Direito 2015.1 da UFC. Ele diz que o valor do serviço contratado ficou em cerca de R$ 1.300, por aluno, para a maior parte da turma, chegando a R$ 1.500 para determinados contratos. "Nós pagamos pelo serviço e o fotógrafo compareceu aos eventos, mas não recebemos essas fotos até hoje", relata. "Eles recebem todo o dinheiro e a gente fica no prejuízo". No próximo dia 1º completa um ano do baile de formatura, quando foram registradas as últimas fotos. 
 
[SAIBAMAIS1]Saulo conta que chegou a falar com o proprietário da empresa, pessoalmente, há dois meses. O empresário alegou "problemas financeiros" e pediu uma lista dos alunos que fecharam o álbum, garantindo um cronograma das entregas. Ainda de acordo com o advogado, a empresa chegou a entregar o CD com as fotos, mas não houve retorno após a escolha das imagens para o álbum físico.
 
A estudante Lívia Pozza, de 23 anos, reclama que as imagens entregues no CD são de "péssima qualidade" e que há dificuldade de contato com o profissional contratado. "O responsável pela empresa já está mudando de endereço mais uma vez e ele não nos responde", conta. "Já tentamos composição amigável, mas estamos nos organizando para tomar medidas judiciais". 
 
O POVO Online apurou que alunos de faculdades particulares também passam pelo mesmo problema. O próximo passo, informa a turma de Direito, é procurar a Delegacia de Defraudações e Falsificações, em Fortaleza, para dar início a uma investigação. A ideia é reunir todas as turmas para uma denúncia coletiva. 
 
O POVO Online tentou contato com a empresa Ômega Produções Fotográficas por telefone, mas não houve atendimento.
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