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Paralisação dos professores da rede estadual continua

Em assembleia no Ginásio Paulo Sarasate, na manhã de hoje, a categoria aprovou a continuação da greve, que já dura mais de três meses. Uma das principais reivindicações do movimento, o reajuste salarial de 12,67%, ainda não foi acatada pelo Governo

12:00 | 30/07/2016
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Atualizada às 12h55

A greve dos professores da rede estadual de educação vai permanecer. Depois de quase cem dias de paralisação, a decisão foi tomada na manhã de hoje no Ginásio Paulo Sarasate, no bairro Dionísio Torres, em assembleia com cerca mil professores estaduais. Uma das principais reivindicações da categoria, o reajuste salarial de 12,67%, ainda não foi atendida pelo Governo, que propôs, até então, a média de  9,8% de correção.

De acordo com Anízio Melo, presidente do Sindicato dos Professores e Servidores de Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc), desde o início da greve, deflagrada no último 20 de abril (e formalizada no dia 25), houve um crescimento de ganhos. O comprometimento de recursos do Estado ao longo do processo de negociação subiu de R$18 milhões para R$80 milhões. “Mesmo assim, vamos continuar”, insistiu. Uma nova assembleia está marcada para a próxima sexta-feira, 5. Horário e local ainda não foram definidos.

 

Negociações

Por meio de nota, a Secretaria da Educação (Seduc) diz ter mantido diálogo com os professores. Até agora, 15 reuniões para negociações foram feitas entre a categoria e a Seduc. Ainda de acordo com a pasta, mais de R$140 milhões foram destinados para benefícios dos professores, infraestrutura das escolas, alimentação escolar e aquisição de computadores.

Dentre as 14 propostas de valorização remuneratória apresentadas pelas Seduc está o aumento para todos os níveis de carreira para efetivos e aposentados. Para graduados, o aumento foi de 10% para 15%; para especialistas, de 15% para 20%; para mestres, de 20% para 25%, e para doutores, de 40% para 45%.

São 709 escolas na rede estadual. Deste número, 75% estão em funcionamento normal. Do total de escolas, 5,3% estão ocupadas.

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