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Manifestação exige garantia de casas para acampados no José Walter

Grupo caminha do José Bonifácio até o Paço Municipal, onde esperam ser recebidos pelo prefeito Roberto Cláudio em audiência

09:46 | 26/07/2016

Uma nova manifestação do Movimento Luta por Moradia (MLM) ocorre na manhã desta terça-feira, 26, nas ruas da Capital. A organização espera que cerca de 1200 pessoas caminhem, da Praça da Professora, no bairro José Bonifácio, até o Paço Municipal, no Centro, onde têm expectativas de ser recebidas em audiência pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT).

As famílias reivindicam a assinatura de um acordo com a Prefeitura de Fortaleza e o Governo de Estado. O acordo garante que as casas da Cidade Jardim II, no Conjunto José Walter, sejam entreguem às cerca de 1200 famílias, provenientes de 36 comunidades da Curva da Viúva (no José Walter), do Conjunto Palmeiras e do São Cristovão (no Jangurussu). Removidas desses locais para a construção de casas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), essas pessoas acampam há quatro meses em um terreno ao lado da Cidade Jardim, no Conjunto José Walter. Segundo a Secretaria das Cidades, o acordo entre as partes já está no Ministério Público Federal (MPF), faltando apenas a assinatura do representante do movimento.

 

Acordo deve garantir moradia para famílias no conjunto Cidade Jardim

 

Iniciadas há três anos, as obras da Cidade Jardim II tem prazo de conclusão para o primeiro trimestre de 2017. De acordo com Erisvaldo Néris, um dos organizadores do MLM, uma das dificuldades encontradas para a entrega é a infraestrutura do esgoto na região, que não comportaria a nova demanda

 

Em nota, a Secretaria das Cidades afirma que será realizado um aumento na capacidade de bombeamento de esgoto da Cidade Jardim I na rede do bairro José Walter. Também está sendo construída uma estação de tratamento de esgoto pela Cagece, informa a pasta. "Para atender a demanda futura do Cidade Jardim II, o esgotamento será direcionado para o DIF III da Cagece", completa.

 

Erisvaldo também denuncia a ocupação ilegal feita por grupos alheios ao MLM, em terrenos onde deveriam ser construídos uma escola, uma creche e um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Há a suspeita de que a invasão tenha fins comerciais, aponta Erisvaldo. A denúncia é apurada pela Secretaria.

 

A organização do MLM estima em cerca de dez as manifestações já ocorridas neste ano em prol da moradia. "Sem pressão não se encaminha nada", afirma Erisvaldo.

 

Redação O POVO Online

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