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Greve da Guarda Municipal tem início neste sábado

Durante a paralisação da GMF, um percentual do contingente da GMF permanecerá trabalhando, conforme estabelece a Lei de Greve, mas haverá reduções no efetivo de fiscalização de trânsito e segurança de terminais de ônibus e prédios públicos municipais

22:37 | 22/07/2016

Servidores da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) entram em greve por tempo indeterminado a partir das 8 horas deste sábado, 23. O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) protocolou nesta sexta-feira, 22, representação no Ministério Público Estadual pedindo providências à diretoria do órgão.

Durante a paralisação da GMF, um percentual do contingente da GMF permanecerá trabalhando, conforme estabelece a Lei de Greve, mas haverá reduções no efetivo de fiscalização de trânsito e segurança de terminais de ônibus e prédios públicos municipais.

Segundo o Sindifort, as principais reinvindicações são :

  • - Garantia de segurança para desempenho das funções, com distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
  • - Apuração dos atentados contra a sede da GMF e punição dos responsáveis;
  • - Início do processo de capacitação para uso de armas de fogo;
  • - Ampliação do efetivo com convocação de concursados.

 

Ataques contra a sede da Guarda

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A greve se inicia após ataques às forças de defesa cearenses (Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e GMF). Na madrugada do último dia 14, homens encapuzados invadiram a sede da GMF, efetuaram aproximadamente 20 disparos e fugiram. Dois dias depois, voltaram a disparar contra o prédio, tentaram incendiar carros no pátio e novamente conseguiram se evadir.

Ailton Honorato, guarda municipal e integrante do Sindifort, ressalta a expectativa da categoria pelo porte de arma de fogo.  “A categoria espera que a Prefeitura assine o convênio com a Polícia Federal para que o equipamento chegue já no próximo ano”. Ele defende ainda a necessidade do armamento. “Além dos últimos atentados, as ocorrências atendidas pela GMF necessitam da presença de arma de fogo, seja em patrulhamento em posto fixo, a pé, bicicleta ou viatura, para a segurança do guarda e da população”, opina.

Nos últimos dias 15 e 18, as direções da GMF e da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec), se reuniram com entidades sindicais e servidores de base. No entanto, o Sindfort diz não ter recebido “resposta alguma que atenda aos anseios da categoria”.

A categoria fez atos paralelos antes da greve, mas não teve sucesso na negociação das pautas, segundo Honorato.

Para saber detalhes das tentativas de negociação com a categoria, O POVO Online entrou em contato com a assessoria de comunicação da GMF na noite desta sexta-feira, 22, mas as ligações não foram atendidas.

O Sindifort divulgou ainda nota pública onde afirma:

"A agressão reflete não só a violência desenfreada que toma conta de Fortaleza e do Ceará, mas também o descaso e o despreparo com os quais as autoridades públicas tratam da segurança da população e dos servidores.

A facilidade que os criminosos tiveram para atacar a sede da GMF mostra o perigo ao qual os servidores do órgão estão expostos. O prédio não tem segurança adequada. Os servidores trabalham em condições precárias, sem estrutura, armamento e equipamentos compatíveis. Falta segurança e sobram precariedades”.

Redação O POVO Online

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