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Funcionária da Ecofor sofre preconceito em ônibus da Capital por usar farda de gari

Uma passageira do ônibus debochou da mulher por vestir sua roupa de trabalho, traje similar ao de garis. O preconceito foi explicitado no Facebook e a postagem já tem 7 mil compartilhamentos

20:55 | 18/07/2016
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Ivana Masceno, 29 anos, operadora ambiental da Ecofor Ambiental, foi constrangida no último sábado, 16, em transporte coletivo da Capital, por usar farda similar a de garis da mesma empresa. No ônibus, outra passageira afirmou sentir “catinga de lixo”, ao vê-la com o traje.

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Ivana relatou, em entrevista ao O POVO Online, que trabalha há três meses na empresa e toma o ônibus 073 (linha Siqueira/Praia de Iracema), quase todos os dias, por volta das 6h40min, contudo isto nunca havia lhe acontecido.

Ela carregava um bolo, presente ao colega de trabalho que se despediria naquele dia. Sentada nas escadas próximas às portas automáticas, ouviu a outra passageira falar “Ai, que catinga de lixo!”. Ivana conta ter ficado envergonhada, já que outros ocupantes do coletivo riram da situação. “Eu fiquei com vergonha dela, mais que de mim mesma. Na hora não tive reação de responder, só desci e peguei outro ônibus”.

Após contar a amigas, decidiu publicar a história em seu perfil no Facebook, “como um desabafo”. O post já tem 7 mil compartilhamentos.  Num trecho da publicação, ela afirma ter sentido que “o preconceito tá piorando cada vez mais”.

Ela diz ainda ter orgulho da farda que usa e da empresa onde trabalha. “Faço um trabalho lindo de reciclagem e costumo falar que vou me aposentar lá”, ri-se.

"Eu nem imaginava  a repercussão. Espero que as pessoas mudem, e entendam que não podem sair julgando as pessoas, porque farda não distingue caráter de ninguém”, conclui.

Confira a postagem feita no Facebook:

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