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Cearense ganha medalha de ouro em feira científica nos Estados Unidos

Helyson Lucas ganhou medalha de ouro por desenvolver composto antiviral à base de vitamina C e óleo de semente de romã

16:49 | 05/07/2016
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Natural do município de Iracema, a 278km de Fortaleza, o cearense Helyson Lucas, 20 anos, tem sido exemplo para todo o Estado na elaboração de pesquisa científica. O motivo deve-se a premiação máxima que recebeu por desenvolver composto antiviral mais eficiente do que os remédios convencionais na competição Genius Olympiad, no estado norte-americano de Nova York, no último mês de junho. Medalha de ouro na categoria de Ecologia Humana, o estudante do Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Limoeiro do Norte desenvolveu soluções para futuras epidemias de gripe.

A curiosidade levou Helyson a pesquisar, em 2013, os hábitos populares das pessoas de onde mora utilizados para amenizar os sintomas da gripe. O estudante concluiu que havia três métodos usados pela população: frutas ricas em vitamina C, semente de romã e os medicamentos antivirais convencionais. O objetivo era descobrir em quantos dias cada método demorava para combater os sintomas da gripe.

Após três anos, a conclusão dessa observação resultou que a atuação da vitamina C junto com uma substância do óleo de semente da romã apresenta uma eficácia 30 vezes maior do que os métodos convencionais. “A gente conseguiu comprovar tanto em laboratório quanto em computador que as substâncias atacam o ponto certo do vírus, que é o capsídeo”, explicou Helyson que afirmou que os medicamentos tradicionais atingem a parte da superfície do vírus, as proteínas.

Helyson explicou também que o resultado da terceira fase do projeto mostrou que o composto é eficaz para os 100 futuros tipos de vírus, que podem surgir por meio de mutações. “No software pode ser simulado o ataque e tem o resultado de quais as substâncias que podem inibir os seus efeitos. E concluímos que essas substâncias apresentam respostas positivas para 98% dos 100 tipos de vírus que podem surgir”, afirmou. O estudante chegou a essa conclusão por meio da tecnologia bioinformática que realiza o sequenciamento genético do vírus, prevendo as possíveis mutações.

A professora orientadora do projeto de Helyson, Renata Chaftinet, enxerga que esses exemplos podem trazer bons frutos para a área científica do Estado. “Eu fico muito feliz pelos trabalhos que eles realizaram. Hoje, ele (Helyson) estimula outros alunos a participarem de projetos científicos”, afirmou ao O POVO Online.  

Outros exemplos
Assim como Helyson Lucas, outros cearenses têm se destacado em feiras internacionais e nacionais com os seus projetos científicos. Adriana Mendes também participou da competição Genius Olympiad na Universidade de Suny Oswego, no estado de Nova York (EUA). A estudante é a pesquisadora do projeto “Efeito Estufa: uma simulação na germinação de sementes” e recebeu um certificado de menção honrosa pela universidade. O objetivo da linha de pesquisa é saber quais são os efeitos causados pelo aquecimento global em commodities, como soja e milho, daqui a 10 anos.

 

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Segundo Adriana, a ideia de desenvolver esse estudo partiu do crescimento populacional que vai exigir uma demanda maior de produtos agrários. Para obter a conclusão dos efeitos, foi utilizado a planta Moringa, que se adapta a qualquer tipo de clima e solos. “Nos próximos anos, a planta (Moringa) vai sofrer impactos negativos. Dessa forma, as plantas mais suscetíveis, como milho e soja, vão ter efeitos maiores”, explicou. O próximo passo é alterar geneticamente as sementes para que elas possam absorver mais CO2, sem trazer consequências para o seu crescimento.

As conquistas alcançadas por Adriana a incentivaram a seguir outro sonho: ser professora. “O mais importante para mim é oferecer essa experiência para outros alunos e contribuir para que eles possam participar desses eventos. Desejo que outros alunos tenham a mesma oportunidade que eu tive”, afirmou. Hoje, ela é co-orientadora do projeto “GPS Educativo”, que mostra as coordenadas geográficas, as estações, hora e data por meio da luz solar. O trabalho pode ajudar de forma significativa grande embarcações em alto mar e vai ser apresentado na NASA pelos alunos da escola Normal Rural de Limoeiro do Norte.

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