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Seminário discutirá homicídios na adolescência

Evento acontece amanhã na Faculdade de Direito da UFC e reunirá especialistas para debater o assunto

15:12 | 02/06/2016

Quase 500 questionários, cada um com 140 perguntas, tentarão retratar um pouco da vida dos jovens que morrem e matam no Ceará. Debates sobre os dados apurados poderão trazer à tona novas explicações para o fenômeno de homicídios na adolescência. Amanhã, 3, um seminário com o tema “Prevenção de homicídios na adolescência: discutindo armas e drogas” reunirá pesquisadores e especialistas para discutir o assunto. 
 
 
O evento acontecerá no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) e é promovido pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência da Assembleia Legislativa. “Estamos trabalhando em três frentes. Ouvindo o povo, aplicando os questionários e realizando seminários temáticos. Queremos trazer novos olhares de cientistas e pesquisadores para os elementos que contribuem para esse fenômeno”, afirmou o presidente do Comitê, o deputado Ivo Gomes (PDT). 
 
 
Foram 475 questionários aplicados, 300 junto a familiares de jovens mortos e 175 com os adolescentes que cumprem medida socioeducativa por homicídio. São 140 questões que apuram a trajetória de vida dos adolescentes. “Saber onde nasceram, qual ambiência tiveram, o desenho familiar, se estudaram, quando abondaram a escola...”, disse o deputado.
 
Conforme ele, 70% dos questionários já foram finalizados. A previsão é de que um relatório com as informações discutidas e apuradas seja finalizado até 15 de julho e sirva de subsídio para ações do poder público.
 
Redação O POVO Online 

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