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Professores da UFC se manifestam em defesa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

O ato acontece às 16 horas desta quinta, 2, no Centro de Tecnologia da UFC, no Campus do Pici

14:35 | 02/06/2016
Professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) se reúnem na tarde desta quinta-feira, 2, para se manifestar em defesa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC) também participam da ação. O ato acontece às 16 horas no Centro de Tecnologia da UFC, no Campus do Pici.
 
O objetivo, de acordo com a assessoria de imprensa da UFC, é discutir a relevância do ministério e a necessidade de manter a independência da pasta. Além de professores da UFC, docentes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e Universidade Federal do Cariri (UFCA) também participam.
 
O secretário regional da SBPC no Ceará e diretor do campus da UFC em Russas, Lindenberg Gonçalves, afirma que o ministério foi o catalizador do crescimento dos investimentos em tecnologia no Brasil. "Os dois órgãos de fomento mais importantes (para a área), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), são mantidas pela pasta", explica. 
 
Ele classifica como "descabida" a decisão de juntar a pasta com o Ministério das Comunicações. "O que falta nesse País é establidade", diz Lindenberg. "Entra um governo e desmacha tudo o que foi feito. Não podemos aceitar isso".

O ex-ministro Sérgio Rezende, que comandou o MCTI de 2005 a 2010, disse à Agência Estado que a fusão enfraquece a ciência brasileira e compromete o futuro. "A economia de recursos é irrisória, praticamente nula", afirmou. "Nos últimos dois anos, o orçamento de ciência e tecnologia caiu muito. Vários programas foram interrompidos, congelados, e não acredito que vai haver melhora, porque a situação é ruim e a ciência está desprestigiada".
 
O ato é aberto ao público.
Redação O POVO Online
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