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Trabalhadores da construção civil paralisam as atividades por duas horas

Essa foi a segunda paralisação da categoria, que reivindica aumento salarial de 15% e cesta básica no valor de R$ 135. O sindicato das construtoras oferece 8% e diz que está aberto ao diálogo

09:33 | 05/05/2016
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Atualizada às 13h22min

Os trabalhadores da construção civil protestaram por reajuste salarial na manhã desta quinta-feira, 5, em uma paralisação que durou duas horas, em Fortaleza. Cerca de 300 manifestantes iniciaram às 7 horas uma caminhada na região do Cambeba e bloquearam a BR-116, no km 7, por volta das 8h45min. A via foi liberada às 9 horas, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 15% e cesta básica no valor de R$ 135. Na terça-feira, 3, também houve paralisação das atividades em canteiros de obras por duas horas e ato na região do bairro Antônio Bezerra.

“Nós deixamos na mesa a proposta de pelo menos 15%. Os empresários oferecem 8% há quase dois meses, ficam segurando esse valor, mas sabermos que a inflação é repassada aos clientes que compram apartamentos”, afirma o diretor do colegiado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), Laércio Cleiton.

[SAIBAMAIS 2] Segundo Laércio, o valor atual da cesta básica (R$ 105) é inviável "porque o preço do alimento subiu bastante". "Já tiramos muitas cláusulas e aguardamos a próxima rodada de negociação. Esperamos fechar um acordo para todo mundo trabalhar em paz e satisfeito. Nesse momento, não queremos fazer greve", completa.

Em nota enviada nesta manhça, o Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE) informou que está aberto ao diálogo com os trabalhadores, mas o sindicatos dos trabalhadores ''insiste numa pauta fora da realidade econômica do país''. "Atualmente, a negociação da convenção coletiva está em curso, já tendo ocorridas cinco rodadas, intermediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Tendo em vista a atual conjuntura vivida pelo país, e com muita responsabilidade na tomada de suas decisões, o Sinduscon propõe reajuste salarial de 8%", completa.

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