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Sem visitas, presos fazem rebelião no primeiro dia de greve dos agentes penitenciários

O Grupo de Apoio Penitenciário tenta conter o motim iniciado às 11 horas da manhã deste sábado, 20. Clima das demais unidades é de instabilidade

11:20 | 21/05/2016
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Detentos da Casa de Privação Provisória de Liberdade IV (CPPL IV), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), iniciaram motim no por volta das 11 horas deste sábado, 21. O Grupo de Apoio Penitenciário da Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus) foi deslocado ao local para tentar conter a rebelião.

O tumulto teria sido iniciado após o impedimentos de visitas ao local. O POVO Online apurou que agentes penitenciários, que entraram em greve neste sábado, estavam barrando a entrada dos familiares dos presos. Mulheres de detentos se reuniram e protestaram na BR-116 queimando pneus na manhã deste sábado, 21, o que causou engarrafamento na rodovia.

Com a greve, a unidade estava com contingente de agentes reduzido, o que pode ter facilitado o motim. As outras Casas de Privação Provisória tem clima de instabilidade, mas ainda não estão confirmadas rebeliões.

Greve
Conforme o sindicato dos agentes, aproximadamente 12 mil presos deixarão de receber visitas neste sábado. A greve continua por tempo indeterminado até que o Governo do Estado chame os agentes para discutir a pauta de negociação. Segundo o presidente da entidade, Valdomiro Barbosa, aproximadamente 40 cadeias públicas estão paralisadas no Interior do Estado. 

As visitas não estão entrando nos complexos da Itaitinga; Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL 3), Casa de Privação Provisóriade Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL2), Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias da Silva (CPPL IV) e Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa.

Os agentes reivindicam aumento na gratificação (gratificação de atividades especiais e de risco de 60% para 100%), concurso público para três mil vagas, compra de armamento, munições, treinamento para os agentes penitenciários e mudanças quanto ao pagamento de horas extras, como ocorreu com a Polícia Civil e Militar.
 
Redação O POVO Online 
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