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Moradores denunciam atraso na entrega de UPA

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a entrega do equipamento acontece entre o fim de maio e início de junho, mas sem data consolidada

20:14 | 12/05/2016
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Atraso na inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no bairro Granja Lisboa, dá aspecto de abandono ao equipamento. No entorno e dentro do local, que fica no cruzamento da avenida Gentil com a rua Sargento João Pinheiro, o acúmulo de mato ultrapassa a altura de um metro. Porém, apesar da fachada coberta pela vegetação, o prédio se apresenta bem cuidado, com pintura e ares-condicionados aparentemente novos.

De acordo com residentes do bairro, a Prefeitura de Fortaleza muda os prazos de entrega frequentemente. Tatiana Rocha, 29, que possui uma lanchonete em frente à unidade, conta que muitas pessoas estão descartando resíduos na esquina da UPA. “Se ela (UPA) não abrir logo, isso aqui vai virar ponto de lixo”, lamenta. Segundo a comerciante, ainda, houve vazão na caixa d’água que abastece a unidade. “Foram quatro dias seguidos de vazamento. Ficamos preocupados”.

Segundo o vigilante da UPA, Augusto Barbosa, o vazamento aconteceu porque uma equipe de técnicos estava “fazendo testes” no sistema hidráulico, mas que o derramamento já foi solucionado. O guarda acredita o lançamento da unidade será na sexta-feira da próxima semana, dia 20.

Para a Priscila Oliveira, 28, o não funcionamento da UPA faz com que a população se desloque para o bairro com atendimento mais próximo. “Se alguém passar por uma emergência, será preciso pegar dois ônibus para ser atendido no Conjunto Ceará”, se queixa. Segundo a operadora de telemarketing, a ativação da unidade “desafogaria os hospitais”.

Conforme a Secretária Municipal da Saúde (SMS), órgão que está à frente do equipamento, a liberação desta UPA depende da aprovação do Ministério da Saúde. A inauguração está prevista entre fim de maio e início de junho, mas sem data consolidada.

Outras denúncias

Além da falta de atendimento em relação à saúde, Priscila fala que o bairro apresenta muitos buracos, pontos com água parada e esgoto a céu aberto. De acordo com a moradora, o buraco no cruzamento das ruas Bom Jesus e Tenente Francisco Paiva impossibilita o tráfego no local. “O ônibus não consegue entrar, e o carro tem que passar por cima da calçada”, disse.
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