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Família da universitária Yrna questiona pedido da Polícia de exumação do corpo

A Polícia Civil não comentou o andamento da investigação nem o pedido de exumação do corpo da estilista. Advogado da família de Yrna questiona procedimentos adotados até o momento

17:04 | 13/05/2016
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O pedido da exumação do corpo da estilista Yrna de Sousa Castro Lemos, 27 anos,  encontrada morta no último dia 1º de maio, está sendo questionado pela família da jovem. A informação sobre a solicitação do exame, que identifica o consumo de drogas nos 90 dias anteriores à morte, não foi comentada pela Polícia Civil, mas chegou à família gerando desconforto, conforme o advogado Cândido Albuquerque.

"A delegada anunciou que está pensando em fazer a exumação, o que não faz o menor sentido. Com certeza a Yrna usou drogas nos últimos dias em que estava envolvida com o rapaz. A essa altura a Polícia ainda tem dúvidas disso?", critica Cândido. O POVO Online entrou em contato com delegada Socorro Portela, titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas ela informou apenas que o caso ainda está em investigação.

Segundo Cândido, as provas encontradas até o momento, como a seringa para a morfina e a marca de injeção no braço de Yrna, mostram que ela utilizou drogas. "Uma das causas da morte foi a overdose, o que é fundamental é esclarecer se houve violência contra a Yrna. Era fundamental periciar a roupa que a moça usava, esclarecer a lesão nas costas e reinquerir o rapaz", diz ele.

O advogado que representa a família de Yrna informou que ainda não houve notificação para a exumação, mas a família se posiciona contrária à realização do exame e deve acionar o Ministério Público para intervir na investigação. O teste, chamado de "Janela larga de Detecção", é feito apenas na Califórnia, nos EUA, e exige amostras de tecido do corpo da estilista.

[SAIBAMAIS 3] "A marca de injeção no braço direito da moça deixa claro que ele [Gregório Donizeti Freire Neto] injetou. Quem injeta duas ampolas de morfina no braço de alguém está assumindo a responsabilidade da morte", diz o advogado da família da estilista. De acordo com ele, a família está desconfortável com as circunstâncias da investigação. "O carro do rapaz só foi periciado a pedido meu. Está parecendo normal alguém ficar 20 horas com um corpo dentro do porta-malas?!", questiona.

Indiciado pelo crime de ocultação do cadáver de Yrna, o jornalista e empresário Gregório Donizeti Freire Neto, também de 27 anos, está internado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Ele próprio chegou a declarar que era dependente de cocaína desde os 17 anos de idade. Durante a tarde desta sexta, O POVO Online tentou entrar em contato com o advogado que representa o namorado de Yrna, mas as ligações ainda não foram atendidas

Na última terça-feira, 10, o pai do empresário e jornalista divulgou uma carta lamentando a tragédia que acometeu a família dele e da estilista. ''Lamento ver a devastação que a droga tem causado às famílias de forma avassaladora e impiedosa, não escolhendo cor, credo ou classe social. Meu coração sangra, especialmente diante da impotência que me domina", disse.

Antes da internação, Gregório disse à Polícia que a namorada morreu após fazer uso de drogas junto com ele. O jornalista e empresário afirmou que tentou socorrer Yrna, mas teria desmaiado a caminho do hospital. Um novo depoimento estava agendado para esta sexta, mas foi cancelado.
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