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Polícia prende piloto e mulher por tráfico internacional de esteroides anabolizantes

Dyego Cardoso Teles era piloto de uma companhia aérea e traficava para o Brasil as substâncias oriundas da Europa, México e Paraguai

10:21 | 11/04/2016
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Atualizada às 14h10min

Uma operação da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), realizada no último sábado, 9, resultou na prisão de um casal por tráfico internacional de esteroides anabolizantes

O piloto cearense Dyego Cardoso Teles, 34 anos, e a namorada Monikelly Madeira, 30 anos, foram detidos no cruzamento das ruas Padre Chevalie com Carlos Vasconcelos, no bairro Joaquim Távora.  As informações foram repassadas pela Polícia Civil, nesta manhã, em coletiva de imprensa na DCTD.

Dyego era piloto da TAM e trazia na mala as substâncias oriundas da Europa, México e Paraguai. Ele teria assumido o esquema após a prisão do português Carlos Miguel de Oliveira, em outubro do ano passado.

Com os suspeitos, foram apreendidos 6.490 comprimidos e 1.019 ampolas de esteroides anabolizantes, além de seringas, agulhas e balança de precisão. O material era armazenado em um imóvel dele no Centro da cidade.

O piloto foi preso um dia após desembarcar em Fortaleza, quando comercializava o material. A investigação aponta que ele usava o nome de "John" para negociar com os compradores.

Segundo a Polícia, Dyego e Monikelly não possuíam antecedentes criminais. O POVO online procurou a TAM, que informou, em nota, estar colaborando com as autoridades.

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Crime
A Polícia Civil começou a investigar Dyego há seis meses e descobriu que a namorada dele era responsável pela logística do comércio na capital cearense. "Ela tinha papel fundamental no esquema criminoso, fazendo a ponte com revendedores menores", diz a delegada Patrícia Bezerra.

Outras pessoas estão envolvidas no esquema,  mas os detalhes não foram revelados para não comprometer a investigação. Os dois foram autuados por crime contra a saúde pública, com base no artigo 273 do Código Penal Brasileiro, que inclui falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. O crime é considerado hediondo, com penas que variam de 10 a 15 anos de prisão.

"Vamos analisar com cuidado cada uma dessas substâncias pra averiguar se alguma delas possui outras substâncias definidas pela Anvisa como psicotrópica. Se isso for confirmado, além do crime contra a saúde publica, eles responderão por tráfico de drogas", explica a delegada.

Grande parte do material apreendido estava dentro de uma mala da companhia aérea de Dyego. ''É um esquema muito grande e sofisticado, a Polícia Federal foi comunicada. O que dá pra afirmar com certeza é que tem gente em São Paulo envolvida. Alguns dos comprimidos são de usos veterinários e outros são proibidos no Brasil", completa Patrícia. 

Prisão de português
O português Carlos Miguel de Oliveira fazia viagens de três em três meses à Lisboa, na Europa, para adquirir os medicamentos e os vendia, principalmente, para frequentadores de academias na Aldeota e proximidades.

Na época, homem foi preso com 6.700 comprimidos e ampolas de anabolizantes trazidos da Europa. O lucro anual de Carlos, segundo a Polícia Civil, era de R$ 600 mil por ano.


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