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Em novo protesto, concursados da Guarda Municipal acampam em frente ao Paço

Grupo reivindica a convocação imediata de 750 candidatos formados no Concurso da Guarda Municipal. Sesec nega obrigatoriedade da prefeitura por tais nomeações

19:12 | 06/04/2016
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Em novo protesto, concursados da Guarda Municipal decidiram acampar em frente ao Paço Municipal, desde às 10h desta quarta-feira, 6. Na primeira manifestação, ocorrida no mesmo local, nesta segunda-feira, 4, os manifestantes se dispersaram após confronto com os próprios guardas municipais da Prefeitura.

Segundo um dos concursados que integra o ato, Raphael Saunders, o grupo reivindica a nomeação de 750 candidatos formados no Concurso da Guarda Municipal. "O prefeito convocou a gente, nos formou. Mas para fazer o curso de formação de três meses, com 10 horas diárias, tivemos que largar o emprego. Agora ele nos abandonou", reclama.

Grupos distintos com cerca de 100 concursados devem dar continuidade ao protesto, acampando ininterruptamente na calçada do Paço, à espera de uma sinalização de diálogo com o prefeito Roberto Cláudio.
[SAIBAMAIS 4]
O concursado ainda conta que a prefeitura formou 1.500 pessoas, mas pretende nomear apenas 1 mil. "Têm vagas ociosas, terceirizados fazendo nosso trabalho", alega.

Sesec

A assessoria da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec), por sua vez, afirma que o edital do concurso deixa claro que seriam ofertadas apenas 1 mil vagas. A capacitação de mais pessoas se tratou apenas de uma oportunidade que a prefeitura viu para um possível chamamento no futuro.   

Em nota enviada ao O POVO Online na última segunda, a Sesec informou que o prefeito deu posse a 756 agentes em julho de 2015 e que existe a previsão da convocação dos candidatos remanescentes (244) ainda este ano.

O certame, segundo a Sesec, "é válido por dois anos, prorrogável por mais dois, e os demais nomes entrarão no cadastro de reserva e poderão ser chamados nesse período à medida que novas vagas surgirem, por exemplo, com a aposentadoria de agentes".

Retirada

Os manifestantes temem ainda uma tentativa de retirada do grupo das imediações do Paço, mas asseguram que tal ação seria "ilegal", pois, conforme garantem, o movimento age de forma "pacífica", "ordeira" e evitou, inclusive, gerar um bloqueio no trânsito de carros e pedestres no entorno.   

Além de reivindicar a nomeação, Raphael ressalta que o grupo luta, desta forma, para que a população fortalezense viva "com mais paz", pois acredita que os guardas municipais têm "plena capacidade de combater a violência".
 

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