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Beijaço reúne dezenas em protesto contra discriminação de público LGBTT

Ação foi organizada no Facebook após jovem afirmar ter sofrido discriminação em shopping

19:52 | 08/04/2016

Dezenas de pessoas trocaram beijos na boca como forma de protesto. O ato teve início na noite desta sexta-feira, 8, em frente ao Shopping Benfica, adentrou a praça no segundo piso do estabelecimento e depois se encaminhou para a Praça da Gentilância, no bairro Benfica.

O beijaço é uma ação organizada em evento no Facebook com militantes da causa LGBTT, contra a discriminação do público. O protesto foi feito como resposta, depois que o jovem Michel Vincent Sampaio postou relato na rede social de um caso de discriminação, que teria sofrido no shopping, enquanto beijava o namorado, no final de março.

Com faixas, gritos de ordem e beijos, os jovens ocuparam parte generosa da praça. “As gays, as bi, as trans e as sapatão tão tudo organizada pra fazer revolução!” , foi um dos gritos dos jovens.

Um dos manifestantes, o estudante de Publicidade da Universidade Federal do Ceará (UFC) Eric Pinheiro, 20, afirmou que a importância desse tipo de ação é dar visibilidade ao preconceito sofrido por pessoas LGBTT no shopping e em outros espaços da Cidade.

“Não é a primeira vez que escuto falar de lgbtfobia aqui. Eu mesmo sempre sofro transfobia e aqueles olhares desconfortáveis, que vêm, principalmente, dos seguranças. O bairro Benfica por si só é um bairro de diversidades”, aponta o jovem, que se uniu ao protesto por ser um homem trans.

O Shopping Benfica foi procurado por meio de assessoria de imprensa, para comentar o caso e o protesto, mas até a publicação desta matéria, não atendeu às ligações.

Veja vídeo:
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Discriminação

O caso, relatado pelo jovem no Facebook, aconteceu no último dia 26 de março. Michel conta que estava se beijando com o namorado quando o segurança teria se aproximado e pedido para "maneirar nos beijos".

"Jamais imaginei que logo no Benfica fosse passar por esse tipo de constrangimento. Fiquei pensando por que eu teria que parar de beijar se um casal hétero pode fazer o mesmo e nenhum guarda vai lá para proibir". O protesto repercutiu e ganhou força na última semana. 

Redação O POVO Online 

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