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Sobe para 73 casos de microcefalia no Ceará

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 29, no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa)

20:13 | 29/03/2016
Já são 73 casos confirmados de microcefalia e alterações do Sistema Nervoso Central (SNC) em bebês, no Ceará. Ao todo, 426 casos foram notificados entre outubro de 2015 e 28 de março de 2016, sendo constatado em nove deles a associação com o vírus zika. Um dos diagnósticos ligado ao vírus foi constatado em bebê vivo, caso único no Ceará.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 29, no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Em comparação com o relatório anterior, são mais cinco casos confirmados em uma semana.

Ocorreram 28 óbitos, sendo quatro casos de natimortos – quando o feto morre dentro do útero materno ou durante o trabalho de parto – e 24 casos que evoluíram para óbito após o nascimento. Destes, 13 permanecem em investigação e 15 foram confirmados como advindos de infecção congênita.

Os municípios que tiveram ocorrências de microcefalia associada ao vírus zika foram Fortaleza (três casos, incluindo o bebê vivo), Tejuçuoca, Tururu, Juazeiro do Norte, Canindé, Russas e Iguatu. Ao todo, 94 municípios notificaram casos suspeitos, enquanto 35 tiveram casos confirmados de má-formações, segundo boletim da Sesa.

Com relação ao total de notificações, Fortaleza registrou 143 casos notificados, dos quais 73 estão sendo investigados, 48 foram descartados e 22 confirmados.

Brasil
A maioria dos casos, 78%, foi registrado na região Nordeste, segundo o Ministério da Saúde. O Ceará é o sexto estado com maior número de casos sendo investigados, ficando atrás de Pernambuco (1.207), Bahia (676), Paraíba (412), Rio de Janeiro (322) e Rio Grande do Norte (289).

Em todo o País, 4.291 casos estão sendo investigados. De outubro de 2015 até esta segunda-feira, 28, foram notificados 6.776 casos suspeitos de microcefalia no Brasil. Destes, 944 foram confirmados e 1.541 descartados.

Recomendações
O Ministério da Saúde recomenda que gestantes utilizem repelentes, calças e camisas de mangas longas. Outra medida recomendada à população é a adoção de medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Redação O POVO Online
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