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Policiais civis pedem retirada de portas de vidro e de presos das delegacias

Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) realizou ato em frente à Delegacia Geral de Polícia Civil

18:33 | 04/03/2016
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Após os ataques a dois distritos policiais de Fortaleza, em menos de três horas na noite desta quinta-feira, 3, escrivães e inspetores participaram do protesto em frente à Delegacia Geral de Polícia Civil, no Centro, para pedir melhorias na instituição. Entre as reivindicações, a categoria requer a retirada de portas de vidro e de presos das unidades policiais e a desativação do xadrez nas delegacias.

Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Ana Paula Lima Cavalcante, a mobilização foi um "grito de socorro" devido à situação dos policiais civis, que foram atacados na própria delegacia. A inspetora afirma que um ofício com as pautas da categoria será enviado ao gabinete do governador Camilo Santana e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
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"Foi um ato para chamar a atenção da sociedade. O sucateamento da Polícia Civil está crescendo. O crime está se organizando, somos nós que pegamos os 'cabeças' das organizações criminosas. A Polícia Civil está sendo desviada, fazendo atribuições de agente penitenciário, cuidando de preso. Fica difícil de combater crime assim, desorganizando a Polícia", comentou Ana Paula.

Conforme o Sinpol, a categoria também pede a chamada de escrivães e inspetores do cadastro de reserva e a conclusão da reestruturação salarial de nível superior. O presidente do Sindicato, Gustavo Simplício, diz que os policiais civis não possuem condições ideais de enfrentamento ao crime. "Falta armamento pesado, munição. Não adianta investir apenas na Polícia Militar. A categoria está muito preocupada. É muito fácil passar na rua e atirar contra a delegacia, podendo atingir um policial, um cidadão ou até mesmo um preso", criticou ele.

Por meio de nota, a Polícia Civil se pronunciou sobre o ato do Sinpol e informou que todos os esforços estão sendo realizados. O órgão também condenou os ataques contra os distritos policiais. "A instituição não se curvará ao banditismo e uma resposta será dada", afirmou.

 

Redação O POVO Online

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