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ONG desviaria recursos públicos; PF apreende documentos no Cocó

Cerca de R$ 4 milhões seria o prejuízo causado nos ministérios da agricultura e do turismo. Operação ocorre simultaneamente em Pernambuco, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro

10:25 | 15/03/2016

Atualizado às 11h40min

Na manhã desta terça-feira, 15, a Polícia Federal (PF) cumpre 13 mandados de busca e apreensão, sete de prisão temporária e um de prisão preventiva nos estados de Pernambuco, Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro. As ações fazem parte da Operação Remenda, da Controladoria-Geral da União (CGU), que visa desarticular uma quadrilha que desviaria recursos públicos dos ministérios da Agricultura e Turismo através de uma organização não-governamental (ONG) pernambucana de fachada. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 4 milhões.

Conforme a CGU, eram responsáveis pelos desvios diretores da ONG e um ex-assessor de um ex-deputado federal de Pernambuco, que era responsável pelas emendas parlamentares dos convênios. "O trabalho teve por base fiscalização da Controladoria que apurou irregularidades no processo de contratação da ONG, bem como na execução dos convênios", informou a CGU em nota à imprensa. Medidas cautelares de sequestro de bens estão sendo adotadas pela CGU para garantir o ressarcimento ao erário de cerca de R$ 700 mil, que é o prejuízo que já foi provado no esquema.

 

A investigação teve início há três anos. Também estão sendo cumpridos mandados de intimação para oitiva imediata dos investigados. Participam da investigação cerca de 90 pessoas, entre policiais e auditores da CGU. Os crimes investigados são: formação de quadrilha, peculato ou apropriação indébita de recursos públicos e lavagem de dinheiro. No Ceará, os policiais cumprem mandados em um apartamento no bairro Cocó. Os agentes saíram do apartamento, por volta das 10h20min, carregando malotes com documentos. Eles não quiseram falar com a imprensa.

"A Operação Remenda faz referência a um trocadilho de palavras pelo fato de os recursos terem sidos liberados por emenda parlamentar, ou seja, remendar um problema com outra emenda", explicou a CGU.

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Redação O POVO Online, com informações da repórter Germana Pinheiro
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