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Mulheres do MST protestam em frente ao Palácio da Abolição

De acordo com o movimento, o objetivo é conseguir uma audiência com o governador Camilo Santana (PT)

10:16 | 08/03/2016
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Atualizado às 12h40min

Na manhã desta terça-feira, 8, mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram manifestação em frente no Palácio da Abolição - sede do governo do Ceará. A atividade faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas, que conta o País neste Dia Internacional das Mulheres. O MST espera 600 pessoas na manifestação.

O movimento afirmou que não dispersaria até ser recebido pelo governador Camilo Santana (PT). O intuito é debater questões dos assentamentos e comuna do MST, como saúde, educação, infraestrutura, crédito, acesso à água, críticas ao agronegócio e reforma agrária. As ativistas criticam, por exemplo, a pulverização aérea de agrotóxicos, transgênicos e a extração de urânio em Santa Quitéria, por danos à saúde. Nacionalmente, o MST ainda aborda questões sobre a previdência social e violência doméstica. Às 10h45min, uma comissão do MST foi recebida por Camilo Santana e secretários de governo.

Logo no início da manifestação, às 6 horas, houve um embate entre elas e policiais que fazem a guarda do prédio. O MST tentou, primeiramente, ocupar o palácio, ultrapassando grades, mas foi impedido pela Polícia Militar (PM), que utilizou gás de pimenta e cacetes. O assessor especial de Acolhimento aos Movimentos, Acrísio Sena, classificou o episódio como um "incidente lamentável". Veja vídeo abaixo:

[VIDEO1]

Acrísio Sena ainda afirmou que o protesto era desnecessário. "O MST tem abertura com o governo", disse, exemplificando que por toda a semana o movimento debateu questões com o Estado, como a adutora de Quixeramobim. Por não saber da manifestação com antecedência, o governador não pode receber o movimento de imediato, por conflito de agenda, afirmou

 

 

Redação O POVO Online
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