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Jornalista Valdemar Menezes recebe alta de hospital após ser baleado

Valdemar é jornalista e editor sênior do O POVO. Atuou no jornal como editor de Opinião. Atualmente, assina a coluna que leva seu nome e é publicada aos domingos

21:17 | 22/03/2016
O jornalista Valdemar Menezes, 70, recebeu alta do hospital São Mateus, por volta das 15 horas desta terça-feira, 22, após baleado em assalto na avenida Almirante Henrique Saboia (Via Expressa). A ação criminosa ocorreu no dia 5 deste mês, no bairro Papicu. Valdemar chegou ao hospital em estado grave e passou 18 dias internado.
 
“Agora é só descanso e felicidade, é um renascimento do meu pai", comemora a produtora de moda Juliana Menezes, 31, filha do jornalista e editor sênior do O POVO. Durante o internamento, Valdemar fez três cirurgias e adquiriu uma pneumonia, devido à entubação, que já foi controlada, conta Juliana.
 
De acordo com ela, a recuperação do jornalista foi “milagrosa”. “Ele está bem. Vai precisar de fisioterapia, pois teve enfraquecimento muscular devido ao excesso de tempo deitado, mas o estado dele é bom, agora é só felicidade e fisioterapia”, comenta.
 
Crime
Valdemar Menezes e a esposa dele, Joana Albuquerque, pararam o veículo no cruzamento da Via Expressa com rua Tavares Coutinho, quando foi anunciado o assalto. Ao tentar retirar o celular do bolso, o jornalista foi atingido com um tiro no peito. A esposa, que dirigia o veículo, foi atingida de raspão no queixo.
 
Dois homens suspeitos de envolvimento no assalto foram presos, um deles confessou a autoria do disparo contra o jornalista. Rafael da Silva Macêdo, 20, foi capturado por uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e confessou o crime em depoimento.
 
José Welligton de Moura Cavalcante, 19, também foi preso suspeito por participação no assalto. Durante depoimento, Rafael, autor do disparo, não citou a participação de Welligton no crime e revelou nomes de mais três envolvidos, sendo um deles reconhecido por testemunha. Apesar de não ter sido indiciado no inquérito policial, Wellington não foi liberado na audiência de custódia e segue preso.

Dos três envolvidos apontados por Rafael, um adolescente de 14 anos foi apreendido, ouvido e encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). A delegada Socorro Portela, coordenadora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já pediu a prisão preventiva dos outros dois homens suspeito de participação no crime.
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