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Saiba como proceder quando encontrar animais encalhados

Enquanto o resgate não chega, ajude a manter o animal hidratado. Na Argentina, um golfinho que havia encalhado na praia de Santa Teresita foi usado por turistas em série de fotos e acabou morrendo

16:40 | 18/02/2016
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Tartarugas, peixes-boi, botos, golfinhos e até baleias encalham no litoral cearense. A vida desses animais marinhos, que sofrem com captura acidental em redes de pesca e geralmente estão debilitados, pode depender dos banhistas. Na Argentina, por exemplo, um golfinho acabou morrendo depois que turistas fizeram uma aglomeração em volta dele para tirar selfies em vez de tentar devolvê-lo ao mar.

Ao encontrar um animal encalhado no litoral, a primeira coisa a ser feita é colocá-lo de volta na água, explica o coordenador de resgate da ONG Aquasis, Antônio Carlos Amâncio. ''O primeiro passo é colocá-lo em uma profundidade que seja segura pro animal e pra pessoa que vai segurá-lo. Tem que ficar segurando, porque eles podem estar com a capacidade de flutuabilidade comprometida".

Segundo o biólogo, a situação do golfinho encalhado na praia da Argentina era mais delicada porque ele era um filhote. "Os filhotes são mais sensíveis ainda ao toque. O que pode ter acontecido é que ele entrou em choque e morreu por conta do estresse provocado pelas pessoas".

Após deixar o animal em uma profundidade segura, os banhistas devem ligar imediatamente para equipes de resgate. A Aquasis faz o atendimento em todo o litoral do Ceará até as divisas com outros estados. A cabeça do animal deve ficar fora da água, mas o corpo deve estar submerso para evitar insolação. ''Aquele buraquinho em cima do golfinho é por onde ele respira, então tem que ficar fora da água”.

Em 2015, três golfinhos foram resgatados vivos no Ceará, nas praias de Taíba, Canoa Quebrada e Cofeco, em Fortaleza. Neste ano, houve resgate de um vivo na praia do Japão, em Aquiraz. O animal foi tratado por uma equipe da Aquasis, mas não resistiu. "Ele não sobreviveu, estava com uma infecção bacteriana generalizada. Eles são acometidos por doenças como nós", explica Amâncio.
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Tartarugas
No caso das tartarugas encalhadas, os banhistas podem entrar em contato com a Semace, Projeto Tamar e Ibama. O encalhe das tartarugas na costa é comum, como relata o fiscal do Ibama, Rolfran Cacho. "Elas engancham nas redes e comem sacos plásticos que ficam embolados no estômago, então acabam indo para a beira da praia".

Roberto Cavalcante, fiscal ambiental da Semace, orienta manter as tartarugas hidratadas até a chegada da equipe de resgate. "Pode ser em água doce ou do mar, mas não pode colocar água na cabeça delas para não entrar água nas narinas. Quando isso ocorre, elas podem até morrer asfixiadas por afogamento".

Uma dica é mantê-las em toalhas ou panos umedecidos, sem deixar que a água penetre nas vias respiratórias. "Cobre todo o animal com essa toalha e deixa em um local sombreado e protegido. Quando o resgate chegar, nós damos os cuidado necessários e o encaminhamento para o Tamar ou Ibama, que trabalha em parceria conosco", completa.

Quando o animal está morto, o procedimento correto é enterrá-lo em faixas da costa. "Até a Polícia Ambiental também trabalha em conjunto, os bombeiros, que são parceiros", informa a coordenadora técnica do Projeto Tamar no Ceará, Maria Tereza Damasceno Melo.

Serviço

Aquasis
Telefone: 085 3318-4911
Site: https://www.aquasis.org/

Semace
E-mail: [email protected]
Disque-Natureza: 0800-2752233

 

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