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Professores fazem ato no Centro

Cerca de quatro mil docentes, segundo o sindicato dos professores, caminharam da Praça do Ferreira até o Paço Municipal, do Centro. Greve completa hoje uma semana

11:28 | 19/02/2016
Grupo de quatro mil professores, segundo o Sindiute, em frente ao paço municipal
Grupo de quatro mil professores, segundo o Sindiute, em frente ao paço municipal

Com faixas e cartazes, cerca de quatro mil professores, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), fizeram uma passeata, com saída por volta das 10 horas desta sexta, 19, da Praça do Ferreira, em direção ao Paço Municipal. Acompanhados de um trio elétrico, os docentes não se intimidaram com a chuva e pediam, em músicas, que o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), respeitasse o piso salarial dos professores determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Greve completa hoje uma semana.

A professora Caroline Lopes Barbosa, 35, participou do protesto com um colar cervical, após ter sofrido uma lesão no pescoço em outra ocasião. "A gente sabe que, se não tiver pressão, não vai haver respeito da gestão municipal", afirma. 

Os professores, em grito de ordem, diziam: "Não tem dinheiro, pra Educação/ Mas tem dinheiro pra pagar o Safadão". Alguns deles usaram máscaras do cantor Wesley Safadão, em referência ao show do cantor, no Réveillon de Fortaleza, na avenida Beira Mar, custeado pela Prefeitura.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a adesão da greve é mínima, cerca de 30% dos professores. O Sindiute deve fazer o levantamento na reunião que acontece na tarde desta sexta, na sede do sindicato, mas reforçou que, somente na manhã desta sexta, havia mais de quatro mil docentes.

O chefe de gabinete da gestão, Francisco Queiroz, informou que deve marcar uma reunião com o prefeito e os professores para ser realizada na próxima quinta, 31. 

Roberto Cláudio, na manhã desta sexta, estava visitando uma escola no bairro da Maraponga (Secretaria Regional 5), com os chefes do Ministério da Educação (MEC), Aloizio Mercadante e do Ministério da Justiça, José Eduardo Cardoso. 

 

 

 

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