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Professores do município protestam em frente ao Paço

Com o reajuste reivindicado pelos manifestantes, o salário inicial dos professores ficaria em cerca de R$ 1.572. Além da questão salarial, os professores reclamam das estruturas precárias das escolas

09:54 | 12/02/2016
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Atualizada às 13 horas

Centenas de professores do município protestaram na manhã desta sexta-feira, 12, em frente ao Paço Municipal, no Centro. O grupo reivindica reajuste salarial de 11,36% - valor estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC). A greve da categoria também foi deflagrada.

A Guarda Municipal estima que 300 pessoas participaram da manifestação. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), que organiza o ato, não deu estimativas sobre o número de manifestantes.

O ato teve início às 9 horas e, por volta das 10h30min, onze representantes da categoria foram recebidos no Paço. A Prefeitura lançou uma proposta, que será analisada pela categoria em assembleia na próxima segunda-feira, 15.

Entre as proposições, estão o reajuste de 11,36%, oferecido de forma parcelada aos salário, o parcelamento gradual do aumento do salário e o pagamento, também em parcelas, de R$ 49 milhões de anuênios atrasados na gestão anterior com os profissionais do magistério.

Com o reajuste, o salário inicial dos professores (com lotação de 20 horas semanais) passaria de R$ 1.412 para aproximadamente R$ 1.572, 40. A secretária executiva de finanças do sindicato, Gardênia Baima, relata ainda questões emergenciais para os professores. “A Prefeitura tem as dívidas acumuladas, como anuênios atrasados, o restante do pagamento das férias. A pecúnia, que é o direito dos professores de receberem dobrado por três meses a cada cinco anos [caso optem por não tirar descanso] está suspensa”. 

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Greve

A greve dos professores da rede municipal foi anunciada no início do mês. Além do reajuste salarial, a categoria pede o repasse de 60% da verba oriunda do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef, atual Fundeb).

Quando a greve foi anunciada, a Secretaria Municipal da Educação informou que ainda não havia sido notificada da decisão dos professores de paralisar totalmente as atividades e, por isso, não comentaria.

Falta de estrutura
Segundo Gardênia, os profissionais fizeram uma série de visitas em escolas, durante as férias, e constataram estrutura precária na maioria das unidades. “Escolas sem carteiras, com o teto totalmente comprometido, com chuva empoçada, piscinas não utilizadas que servem como criadouros do mosquito da dengue”, elenca.

A falta de estrutura compromete a qualidade do ensino e a valorização de alunos e professores, como ela explica. “A gente sabe que a Prefeitura tem dinheiro em caixa, recebeu R$ 289 milhões de ação impetrada pela gestão anterior, mais de R$ 30 milhões do Fundeb. E ainda assim não valoriza os trabalhadores. Assim não há condições de trabalho”.
 

Com informações da repórter Angélica Feitosa
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