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Guardas Municipais realizam protesto em terminais nesta manhã

Categoria reclama falta de coletes à prova de bala e de cartuchos de teasers. Os agentes também querem ter porte de arma de fogo

10:00 | 17/02/2016

Atualizado no dia 18 às 14h30min

Os terminais da Parangaba e da Lagoa foram palco de protestos de guardas municipais na manhã desta quarta-feira, 17. O objetivo era "alertar a sociedade do descaso com a segurança", afirma o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metropolitana de Fortaleza (Sindiguardas), Jamal Forte. O Sindiguardas estima que 200 pessoas participaram do ato.

Os manifestantes bloquearam parcialmente os terminais, segundo Jamal, em protesto por falta de coletes à prova de bala e de cartuchos de armas de choque (teasers). A concentração iniciou-se às 6 horas, na frente do Terminal da Parangaba, e, por volta das 8 horas, o grupo realizou uma caminhada até o Terminal da Lagoa, onde se dispersou por volta das 9h20min. A manifestação também teve o intuito de pressionar o poder público para a liberação de armas de fogo aos agentes. Jamal ainda reclamou do não pagamento do adicional noturno em janeiro e fevereiro deste ano. O titular da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, Francisco Veras, nega o atraso, afirmando haver apenas um debate quanto a um reajuste do benefício.

Francisco Veras, afirma ainda que, em breve, a situação dos equipamentos usados pela Guarda será normalizada. Em maio, devem chegar 500 coletes para os guardas, a serem distribuídos de acordo com a necessidade das lotações, afirma o titular da pasta. Com relação às armas de choque, ele sinaliza que a licitação de compra dos materiais está no fim e, em março, devem chegar não só novos cartuchos, como tambémnovas pistolas: as "spark", de fabricação nacional. A determinação do Exército Brasileiro de proibir a importação de armas do tipo dificultou a aquisição do material e a consequente carência, justifica.

O secretário ainda lembra que o teaser, à curta distancia, não requer utilização de cartuchos e que a arma só foi utilizada vinte vezes no ano passado. Ele também ressalta que materiais como a escopeta com munição de baixa letalidade está sendo usada normalmente. 

Queixas
Jamal defende o "descaso" com o qual a Guarda Municipal estaria sendo tratada com dois casos. Na última sexta-feira, 12, um guarda lotado no Frotinha da Parangaba foi agredido após tentar conter um homem que estaria cometendo furtos no hospital. Também conta que os guardas estão fiscalizando pontos de despejo irregular de lixo na av. Leste-Oeste, "um desvirtuamento de função". A prática estaria causando "desconforto" nos traficantes de drogas da região. "Vários guardas já foram ameaçados", diz. Para o presidente do Sindiguardas, os casos mostram a necessidade tida pela Guarda de usar armas de fogo e ter materiais apropriados ao trabalho.

Francisco Veras diz que a Guarda Municipal não está sendo desvirtuada, visto que coleta de lixo é um serviço municipal e, portanto, é função do agente garantir a segurança de quem presta a atividade. Quanto à utilização de armas de fogo, o secretário afirma que o prefeito Roberto Cláudio autorizou nesta terça-feira, 16, a criação de um grupo de trabalho que realizará estudos para analisar o porte. 

O secretário cita que o Estatuto Geral das Guardas Municipais prevê o uso de armas de fogo por parte dos agentes, mas que a autorização depende de parecer do prefeito do Município.

%2b Ouça as entrevistas completas com Jamal Forte e Francisco Veras à rádio O POVO CBN 

 Redação O POVO Online
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