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Diretor da SNA diz que paralisação é o último recurso para garantir reajuste

Pilotos, comissários e aeroviários realizam paralisação na manhã desta quarta-feira, 3, no Aeroporto Internacional Pinto Martins e em outras 11 localidades

19:13 | 02/02/2016
"Nós transportamos gente, seres vivos, não podemos cair nessa barbárie", disse o diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Marcelo Bona, em visita a Fortaleza. O representante declarou que o crescimento das companhias aéreas nos últimos quatro anos não reflete na valorização da classe.
 
A categoria realiza paralisação na manhã desta quarta-feira, 3, no Aeroporto Internacional Pinto Martins e em outras 11 localidades. Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 11%, que contempla a reposição da inflação do último ano, retroativo à data-base de 1º de dezembro de 2015. O pedido incial era de 15%.
 
Os aeronautas, termo usado para pilotos e comissários, e os aeroviários (check-in, despacho e manutenção) decidiram pelo direito de greve na última sexta-feira, 29. 
 
[SAIBAMAIS1]De acordo com Marcelo Bona, a proposta de reajuste foi entregue ao sindicato patronal no último dia 30 de setembro. As empresas ofereceram reajuste parcelado e não-retroativo de 3% neste mês de fevereiro, 2% no próximo mês de junho e 6% em novembro deste ano, finalizando às vésperas da data-base.
 
"Nós já adiamos a paralisação, que aconteceria na época do Natal e do Ano Novo, em consideração à sociedade", afirma o diretor do sindicato. "Não é bom pra gente, nem para a sociedade, tampouco para o patronato".
 
"Só temos que pedir desculpas a quem já tem viagem marcada, mas esse foi o único remédio que nos sobrou. Não podemos ficar sem a reposição da inflação e deixar de correr atrás do que é nosso de direito. Todo mundo participa de uma categoria", continua. 
 
A paralisação vai das 6h às 8 horas. A partir das 9 horas, a categoria realizará uma nova assembleia para discutir se continua trabalhando normalmente ou reforçará a paralisação. A previsão é de que a parada afete cerca de 300 voos.
 
Ainda segundo o diretor, a categoria não discute menos que 11% de reajuste. "Essa tática foi usada com outras representações sindicais e jogaram pra gente, mas nós somos mobilizados. É diferente".
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